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segunda-feira, maio 23, 2011

Bolo de Chocolate/Bolisis

Cozinhar é simplesmente maravilhoso. Muitas vezes, o que eu cozinho fica de presente para amigos queridos. É um momento no qual concentro todo meu carinho para o que estou fazendo.
Esse bolo de chocolate é super fácil de fazer e eu sempre levo para dividir com a galera.


Você irá precisar de: batedeira e vasilhas para bater as claras em neve e misturar a massa do bolo.

Ingredientes:
2 ovos
1 colher de sopa de manteiga derretida
1 xícara de chá de açúcar (eu uso demerara ou cristal, já usei mascavo também...)
1 xícara de chá de chocolate em pó (do tipo do padre, ou dois frades, se não tiver, pode ser achocolatado mesmo)
1 xícara de chá de leite
1 xícara de chá de farinha
1 colher de sopa de fermento

Modo de preparo:
Separe as claras das gemas. Bata as claras em neve e reserve. Bata a manteiga, as gemas e o açúcar até ficar o mais homogêneo possível. Acrescente o leite, a farinha e o chocolate e continue batendo até ficar homogêneo. Incorpore com uma colher ou espátula a clara em neve com o fermento. Coloque para assar em uma fôrma untada.

Dica: se quiser, pode colocar 1 colher de sopa de café instantâneo ou ovomaltine ou os dois (gosto não se discute...)

Cobertura
 Nº1
1/2 caixinha de creme de leite
1/2 caixinha d eleite condensado
1 col sopa cheia de chocolate em pó
1 col s de manteiga

Derreta a manteiga e misture o chocolate, acrescente o creme de leite e o leite condensado até ficar mais consistente.

Nº 2
1/2 caixinha de leite condensado
1 COL sopa cheia de chocolate em pó
1 col sopa de manteiga.

Derreta a manteiga, acrescente o chocolate e depois o leite condensado. Mexa até ficar homogêneo e mais consistente.



Ciclos


Roda, Roda...
No caminho de suaves curvas
e suave brisa
A música que lembra passados momentos

Roda, Roda...
No caminho de suaves curvas
e suave brisa
O que antes era nostalgia
Deu lugar a considerada rebeldia

sexta-feira, maio 20, 2011

Paradox

Sol de um dia nublado no final da tarde aprisionado por mim

He was lost
Wandering what to choose

Between love and suffering
He chose miserableness

Between the right and wrong
He prefered the winding road

Between yellow fruit and red fruit
He picked the most sweet blood color

Sweet... this nectar
Tastes for hours and keeps in mind





quarta-feira, maio 18, 2011

Praça de Alimentação...

Almoçar fora de casa às vezes pode ser um transtorno, ainda mais se o local onde você irá comer é numa praça de alimentação de um shopping super frequentado aos finais de semana de uma cidade grande. E se estiver sozinho, nossa... não tem ninguém pra guardar lugar enquanto você pega sua comida em uma das quase 10 opções de fast foods, 5 opções de prato feito ou 3 opções de comida por quilo.
E você está fadado a andar com a sua bandeja com a sua comida esfriando até encontrar uma mesa de quatro lugares vazia para você, sozinho, sentar-se e apreciar, sozinho (mesmo com tanta gente em volta sentada e querendo sentar), sua comida. Será que precisa disso?
Sabe, eu estava olhando para o lado positivo dessa superlotação das praças de alimentação: as pessoas são obrigadas a olhar para dois estranhos que estão acomodados em uma mesa para quatro com dois lugares sobrando e perguntar se é possível se acomodar ali também. Ou é isso, ou muito tempo pode ser perdido até que um lugar solitário seja encontrado e quando for encontrado você irá perdê-lo (ou sua bolsa e/ou blusa que deixou no local para mostrar que aquela cadeira tem dono) enquanto vai buscar sua refeição. E é muito bom perceber as outras pessoas e compartilhar, nem que seja a mesa, não precisam virar amigos de infância, mas acredito que essa simples atitude diminua um pouco a solidão e individualismo das pessoas que vivem nesse ritmo acelerado das metrópolis, resgatando um pouco a consciência coletiva.
Pronto, falei.

domingo, maio 08, 2011

Para mamãe!


Colar e camiseta customizada =D

É com esse pequeno gesto
que expresso
meu amor por você!

sábado, abril 30, 2011

Frases sobre comer:

"A comida e o vinho servem alegremente para tornar mais afáveis os jogos de sedução" (Ovídio)
"Nós não nos sentamos à mesa para comer, mas para comer junto" (Plutarco)

quarta-feira, abril 20, 2011

Carambolas, Comensalidade!



Depois que meus objetos de estudo, enquanto graduanda em nutrição, se tornaram o alimento e a relação que as pessoas estabelecem com a comida, passei a enxergar a comensalidade. É quase onipresente, é só observar um simples repartir de lanche durante o intervalo e, lá está ela! Antes nem imaginava que o simples fato de comer junto poderia simbolizar tantas coisas, aliás, o ato de comer por si só já traz consigo uma carga de símbolos, significados, memórias, mesmo você estando aí, comendo sozinho. Quem dirá compartilhando essa experiência com outro.
Surgem histórias de "quando eu era pequena, minha mãe tirou uma foto minha toda lambuzada de manga" ou "o pão que minha avó faz sem receita..." ou ainda "nossa, meu pai manda bem na cozinha, ele faz um omelete" e mais "minha família se junta inteira pra fazer capeletti", e também "pra minha avó, fungos e bolores na comida são penicilina" (claro, claro... o que não mata engorda...). E dividir essas memórias, com o perdão do trocadilho, é muito gostoso!
Mais legal ainda quando uma pessoa, ou melhor, um grupo de pessoas gosta de cozinhar, se junta pra fazer isso vez ou outra e "contamina" as pessoas que estão em volta e aquele amigo que num sabia nem fritar ovo direito resolve do dia pra noite fazer um manjar e um empadão de frango! E assim, vamos percebendo o papel que essa alimentação, do fazer junto, dividir algo que você preparou com outros, ou até mesmo comer sozinho algo que você mesmo fez (não vale macarrão instantâneo nem congelados), vai assumindo na vida de cada um.
Não consigo encontrar palavras pra descrever o quão importante isso é na minha vida, sem mencionar o fato de ser muito divertido. Para mim, mexer com os alimentos é uma forma de arte (Comida também é arte), de expressão. É muito além do "nutrir-se", bioquimicamente falando.
E essa coisa da experiência com os alimentos é muito engraçada... o significado que cada um dá para cada alimento. Vou contar um fato recente:
No supermercado:
"Nossa, a carambola tá cara. Também, está fora de época."
"Carambola se come?!"
"Oi?!?!?!"
"Carambola se come? Sempre achei que fosse enfeite..."
"Nossa, faço questão de comprar uma carambola pra você agora. Uma pra mim e outra pra você, para comermos juntos"

Em casa:
"Como come?"
"É só lavar e comer"
"Ok"
NHAC
"E aí?"
"Nooosssaaa, é muito bom. Tem polpa, não é fibrosa como eu achava que fosse!"

Isso não é incrível?! Compartilhar essa descoberta do novo?!?! Fazer parte disso?! Eu acho sensacional! Experimente!



quarta-feira, abril 06, 2011

Olhos cinza-azulados


Esses olhos que inspiram
instigam
Parecem carregar toda a sabedoria
e o universo
Olhá-los é mergulhar no nada
e tudo azul
abismo seguro

Olhar pérfuro cortante
Não derrama uma gota de sangue
Destreza samurai

Olhar que sobe e desce
gira
cai
não se perde
É inocente
porém, maduro

Olhar que busca experimentar
Encontra o meu olhar
E assim, pisamos em nuvens


P.S.: inspirado na aula de Artes do Corpo


domingo, abril 03, 2011

Dois corpos...

...Flutuam em meio a auroras boreais
          Desenhando espirais
Até que não eram mais dois,
                 Apenas um.

segunda-feira, março 28, 2011

Contando ninguém acredita...

ou
Um dia de lacraia
ou
Desgraça pouca é bobagem...

Eis que a nossa personagem chega em casa, com fome, depois de um dia longo de atividades (aula pela manhã, atividades da iniciação científica -incluindo reunião científica - à tarde, sapateado irlandês à noite e ainda uma passada rápida no mercado -qualquer semelhança com a realidade NÃO é mera coincidência).
Ela prepara seu prato, o esquenta no microondas, separa sua salada. Para temperá-la, usa um limão que havia já deixado cortado outro dia porque o usara para tomar 1/2 shot de tequila. Ainda sobrou 2/4 de limão após temperar a salada, então o chupou sem dó (na verdade, com dó de jogar fora) e sem dor. Pensou: "nem o azedo do limão me incomoda mais" e jogou o bagaço no lixo.
Quando foi lavar a mão na pia da cozinha, algo surpreendentemente nojento sobe do ralo (que, sim, estava tampado): uma lacraia com aquele monte de perninhas e seus dois ferrões!
O tremor subiu pelo corpo da menina... ela não sabia o que fazer!!! "Cadê minha mãe? meu namorado? Eu não quero ligar pra vizinho nenhum do prédio!!!". Pensa... pensa...
Pegou o telefone e discou o número da amiga mais próxima:
A: Oi!!!
B: Oi. Quem é?
A: Sou eu! Seu namorado ta aí?!
B: Não...
A: Tem algum menino aí?!?!?! Porque tem um centopeia, uma lacraia, sei lá, um bicho muito nojento aqui!!!!
B: Pera, vou passar o telefone.
C: Oi!!! Que foi?!?!
A: tem um bicho nojento aqui!!!!!
C: Quer que eu vou aí tirar pra você?!?!?!
A: Ai, eu quero!!!
C: Tô indo.
[barulho de telefone desligando]
Nesse meio tempo, a garota engole sua comida evitando pensar na semelhança da sensação da salada de rúcula deslizando garganta a dentro com a consistência do corpo de uma lacraia passando garganta a dentro... e terminou de comer.
Sua amiga chegou indagando o paradeiro do bicho. "Ah, sei lá, ele tava aí na pia", disse com voz chorosa.
"Mas não tem nada aqui"
"Liga a torneira e joga água nas beiradinhas"
"Ahhhh, agora eu tô vendo!!! É... realmente esse bicho é nojento mesmo..."
"EU NÃO FALEI??!? AHHHH!!!!". Saiu pulando da cozinha até o banheiro.
a lacraia surgiu novamente das profundezas do ralo...
"Toma a cândida! joga aí!"
"Era isso o que eu ia pedir. Tem veneno de barata também?!"
[Procura, procura no balde, procura debaixo do pano]. "Achei!"
E lá se vão cândida e veneno de barata pelo ralo. A louça em volta terá que ser relavada, desinfetada, desintoxicada...
"Ah, e se a gente jogar água quente?", diz a amiga.
"Boa!!!"
"Nossa, quando você fica nervosa você perde sua inteligência... huahauhauh"
=S
E lá se foi água quente ralo abaixo... e álcool em gel também...
"Acho que agora ela morreu"
"É, também acho... mas acredito que terei pesadelos quando for dormir... BLERRRRGGHHH"
"Agora você vai precisar deixar essa louça de molho na água quente..."
"ah, eu tenho uma bacia! vou pegar!"
[porta do armário. vasculha, vasculha, tira as panelas de cima da bacia... pena que esbarra no vidro de azeite guardado ao lado...].
"Nããããoooooo, o meu azeite!!!!"
"Já ouviu falar que desgraça pouca é bobagem?!"
"Nããããoooo, vai dar 'mó' trabalho pra limpar!!!"
"Pega uns panos logo antes que essa poça de azeite se espalhe"...
E assim, a menina e a amiga terminam a noite lavando a cozinha...

OBRIGADA, AMIGA!!! VOCÊ SALVOU MEU DIA (minha noite, na verdade...)

Leitor, eu precisava compartilhar isso porque, como diria minha amiga, se fosse primeiro de abril ninguém iria acreditar! "Se você me ligasse no dia 1º de Abril dizendo que tinha uma lacraia na sua pia, eu iria retrucar: ah, conta outra melhor, vai!".
Pra você, que nunca viu uma lacraia:

AAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH



terça-feira, março 15, 2011

bRAINstorming


(é mais ou menos assim que enxergo quando eu e meus óculos ficamos encharcados)

Dizem que os melhores textos são aqueles elaborados em momentos penosos, de angústia e que os melhores autores são aqueles com a sensibilidade à flor da pele tendendo para o trágico... ta aí Álvares de Azevedo para provar (na verdade, ele não está aí mais porque já morreu faz tempo, provavelmente de tuberculose e virgem aos 21 anos, se não me engano. Ah, e tem também o Lord Byron... mas eu não sou muito familiarizada com a história dele).
Se isso for verdade mesmo, esse será um dos melhores textos que já escrevi... porque, no momento estou me sentindo a mais nerd perdedora do mundo, molhada, cheia de sentimentos úmidos para compartilhar. Tente imaginar a situação: seu único meio de transporte é uma bicicleta (por não ser poluente e muito econômica; vida de estudante, sabe como é...) em uma cidade que chove de Dezembro a Dezembro... e não é exagero! Cheguei em casa com muitas partes do meu corpo e suas extensões (roupas, bolsa) molhados. E agora estou sentada aqui escrevendo sobre as minhas angústias, se posso chamar assim.
A chuva não deveria ser uma coisa que incomoda, porque faz parte da vida chover. É necessária! Eu sei, eu sei! Mas nessa cidade aparentemente não existe o direito de permanecer seco. Ora se está pingando de suor, ora de chuva.
A água me deu uma surra hoje, estava caindo dos céus com os punhos gelados fechados. E pior que eu não me importo em pegar chuva, pra mim o copo sempre está meio cheio. Mas o que estava meio cheia hoje era minha paciência, talvez seja pela falta de sono...
A chuva daqui, como está bem descrito em #JussanComents#, é assim: "Guarda-chuva é ineficaz aqui nessa cidade, a chuva não vem do céus, mas sim do chão, de frente, de lado, rodopiando, fazendo espirais no ar. Pode até tentar abrigar-se numa tenda que ela acaba rasgando e cedendo em você uma rajada d'água que chega esnobando gritando: HA! MOLHEI!".
HA, molhou mesmo! Meu cabelo recém-lavado, minhas calças, meus olhos, minha alma.
Já tentou pedalar de óculos embaixo de chuva, embaixo de árvores (primeiro que, por 3 segundos, um galho quase cai na minha cabeça)?
O pinga-pinga das folhas das árvores pingava dentro dos meus olhos, que dor, impedindo-me de enxergar e nem as lentes dos óculos eram mais eficazes para me proteger. Além disso, as lentes dos óculos tomadas pela água. Por sorte não atropelei um pedestre ou fui atropelada.
É nessas horas que eu gostaria que a saga de Harry Potter fosse verdade: poderia realizar um feitiço impermeabilizante nos meus óculos e nos meus pertences e ir para os lugares aparatando e desaparatando (já sou maior de idade, mesmo).
Queria saber o que as pessoas que me veem de dentro dos seus carros pensam enquanto eu vou deslizando com minha bicicleta. Tenho alguns palpites: "Nossa, que dó...!"; "Ainda bem que eu tenho carro"; "Essa menina é burra de não usar capa e guarda-chuva?!". Às vezes, sinto dó de mim mesma.
Calma, leitor, a sessão de autocomiseração já vai acabar. Agora vem o frio, depois da cortina de água gelada misturada ao vento e ressaca marítima.
Só consigo pensar num banho quente, na minha cama quente...
Eu gosto da chuva, mas hoje não foi um dia de Boa Chuva! como tantos outros que já tive. E este, definitivamente, não foi o meu melhor texto... foi só um despejar de palavras (como o próprio título sugere, aliás).


domingo, março 13, 2011

Um Carnaval de cozinha! - Experimentos de feriado

Nesse carnaval, eu cozinhei como se não houvesse amanhã!!!! Cozinhei por seis horas ou mais seguidas!
Mas primeiro... aquela ida ao supermercado básica: uma lata de tomates pelados (um absurdo!!! eles vieram da Itália e saem mais em conta do que comprar tomate comum!), carne, massa tipo penne integral, cenoura, etc, etc, etc.
Fiquei com vontade de cozinhar porque eu já estava planejando gastar alguns ingredientes da minha geladeira e do armário e também porque minha mãe me ligou dizendo que havia feito macarrão à bolognesa e frango com quiabo e eu não estava lá para apreciar esses quitutes...
Então, mãos a obra! Comecei pelo macarrão à bolognesa. Foi a primeira vez que cozinhei carne moída na vida e também abri uma lata de tomates pelados. Foi emocionante. Sobrou muita carne porque fiz o cálculo superestimado do fator de cocção... achei que a carne iria reduzir pela metade, mas reduziu 1/3, enfim.
Depois de pronto o macarrão à bolognesa (sem segredos, só com um pouco de frescura!), passei para meu bolo de chocolate que faço sem receita... vou vendo pela consistência da massa se está dando certo, e deu!!! Ficou fofo, uma delícia!
E, por último, mas não menos importante: O Rocambole de Soja. Vou lhe dizer que foi o que deu um pouco mais de trabalho, pena que não tenho foto... mas aqui vai a receita:
Massa do rocambole
1 xíc chá de soja crua
1 xíc de farinha de rosca
1 xíc de fécula de batata
1 limão pequeno
1 cebola pequena
3 dentes de alho
Sal a gosto
2 ovos

Modo de preparo: deixe a soja de remolho frio por 6horas ou remolho quente por 1h30 até soltar as casquinhas. Cozinhe sob pressão por uns 20 min. Jogue a água de cocção fora. Bata a soja no liquidificador com meio copo de requeijão de água. Pegue essa massa e misture com os ovos, as farinhas, cebola, alho e limão e misture com a mão até a massa desgrudar da mão.

Recheio:
1 cenoura pequena
2 tomates sem pele
1/2 cebola
150 gramas de queijo (prato ou padrão)
dica: tempere com azeite e orégano
Abra a massa do rocambole, recheie, enrole e coloque para assar em forma untada com óleo no forno a 180 ºC. Demora aprox. 45 min no forno.

Nesse dia, cozinhei das 14h às 20h30 e foi muito prazeroso porque depois recebi meus amigos em casa e comemos todos juntos.

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Ahhh, a comensalidade...
Além de preparar as coisas sozinha, no dia seguinte fizemos uma preparação coletiva. Foi muito divertido ver  um cortar uma cebola pela primeira vez o outro cortar um tomate. Depois na hora de misturar tudo com queijo na panela deu tudo errado porque deveríamos ter deixado o tomate e a cebola secarem um pouco, mas tudo bem... deu tudo certo após despejarmos o líquido sobressalente na pia (crianças, não façam isso em casa...). Foi uma preparação bem universitária: tomate com cebola, queijo e orégano para se comer com pão.
E foi muito bom comer ouvindo as histórias "brilhantes" (quase literalmente) do meu amigo Jussan Coments...
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No outro dia, ainda resolvi fazer uma torta de carne com a carne moída que eu não precisei usar para o molho à bolognesa.
Para a massa:
2 xíc de farinha de trigo
1/2 xíc de óleo
1/2 xíc de leite
1 col chá de fermento químico
1 pitada de sal

Coloque primeiro os ingredientes secos e misture a massa com as mãos até ficar homogênea, mas NÃO sove!
Abra a massa com um rolo (ou uma garrafa/copo de vidro, como é o meu caso. Às vezes é preciso improvisar, né...) e forre a forma.
Para o recheio, refoguei a carne com cebola, tomate, cenoura e tempero (mistura de alecrim, orégano e o que mais você quiser).
Coloque o recheio dentro da massa aberta na forma, cubra-o com mais um pedaço de massa e asse em fogo baixo (180 ºC).



A parte ruim de cozinhar é limpar a bagunça que fica depois, mas we gotta do what we gotta do...
E é ainda um desafio maior fazer tudo isso em uma cozinha pequena, é necessário CRIAR o espaço.


Mesmo assim, fiquei muito feliz por ter conseguido fazer tudo isso e dividir com meus amigos!
E para fechar com chave de ouro: CONSEGUI PELA PRIMEIRA VEZ, depois de muitas tentativas, FAZER UM MOLHO BRANCO DECENTE!!! Sem empelotar! Quando olhei para a panela e vi aquela obra-prima a alegria tomou conta de mim e quase chorei de emoção! 
Até então, eu achava que era um desastre na cozinha! Na verdade, quando fiz o técnico em nutrição, como as aulas práticas eram muito estressantes (pelo menos para mim), eu tinha muito medo de errar durante a preparação e de que o resultado final não fosse como o esperado (a coisa com o molho branco começou aí, nessas aulas, e sempre dava errado e empelotava e eu não conseguia entender por quê). 
Desde o ano passado, venho tentando  perder esse medo (não que eu tenha parado de cozinhar, às vezes saía um bolo aqui, outro ali, mas nada de muito especial e eu lembro de quando eu era criança eu adorava ajudar minha mãe na cozinha, principalmente colocar a mão na massa para sová-la, e isso foi se perdendo ao longo do tempo e na época do técnico chegou ao fundo do poço, cozinhar era até doloroso...) e acho que nesse feriado eu realmente me superei...
Na arte de cozinhar, como em outras artes, o aperfeiçoamento, treino e experimentação andam juntos. 

quarta-feira, março 09, 2011

The Road

This sinuous road
Can't know where it's going
Hypnotic

The bittersweet smell with fear and uncertainty
Fulfills the hot air
Don't know where I'm going
It calls

Walking, I hear the sound
A deep velvet voice
Don't know if it's calling or not
It overwhelms

Dizzy and numb
Step by step I go further
Without going forward
Almost unbearable

There's no visible path
Shivering, I stumble in the holes
Tricky is the road...


Pensei nesta música durante o processo criativo:

terça-feira, março 08, 2011

Dia Internacional da Mulher

Este dia não pode passar em branco. Eu fiquei quebrando minha cabeça para pensar em algo legal para postar, eis que me deparei com uma reportagem da revista Superinteressante sobre hoje:

7 fatos sobre as mulheres


Redação Super 8 de março de 2011
por Maria Gomes

COLABORAÇÃO PARA A SUPERINTERESSANTE


Para muita gente, 8 de março é apenas um dia em que mulheres recebem flores na saída de restaurantes e lojas. A data, porém, marca mais de um século de movimentos pela emancipação das mulheres. Foi nesse dia, em 1857, que operárias fizeram marcha em Nova York por redução da jornada e igualdade salarial entre homens e mulheres. Parte dos relatos dá conta de que elas foram trancadas e queimadas após o movimento. Em 1917, na mesma data, trabalhadoras de Petrogrado fizeram greve às vésperas da Revolução Russa. 8 de março, portanto, é um dia que não pode ser passado em branco. Em homenagem ao Dia Internacional da Mulheres, listamos 7 fatos sobre elas.
Apanham a cada 2 minutos
Em 2006, o ex-presidente Lula sancionou a Lei Maria da Penha, que pune agressões contra mulheres ocorridas no âmbito familiar. Ainda assim, cinco mulheres apanham a cada dois minutos no Brasil, segundo pesquisa da Fundação Perseu Abramo em parceria com o Sesc.  Há 10 anos, o cenário era ainda pior: oito mulheres eram agredidas no mesmo tempo. Ainda que a lei preveja até prisão para o agressor, os números mostram que intimida muito pouco os que cometem este 
tipo de violência.
[...]

Desigualdade ainda impera
Ainda que as mulheres sejam maioria no Brasil, elas ganham menos até quando ocupam os mesmos cargos no mercado de trabalho. Por diferenças como essa, o Brasil ocupa o 85º lugar em ranking que mede a desigualdade de vida entre os sexos em 134 países, segundo o Relatório Global de Desigualdade de Gêneros, apresentado no Fórum Econômico Mundial no ano passado. O ranking considera participação na economia, no mercado de trabalho, na política, entre outros fatores. Na questão da renda, por exemplo, a média anual do que as mulheres recebem no Brasil é de R$ 12 mil, enquanto os homens ganham cerca de R$ 20 mil.
[...]

São sub-representadas
Em 2010, o Brasil elegeu sua primeira presidente mulher, após 39 homens ocuparem o cargo. Mas, se no poder Executivo elas estão representadas, não se pode dizer o mesmo no Legislativo, onde de fato o papel do congressista é a representação da sociedade. Na Câmara, as mulheres ocupam apenas 8,6% das cadeiras, no Senado são 16%. A Lei Eleitoral prevê que partidos e coligações tenham pelo menos 30% de seus candidatos do sexo feminino nas eleições para o Congresso. O problema é que, mesmo quando a lei é cumprida (o que nem sempre acontece!) os votos em mulheres ainda são escassos. Será falta de confiança ou puro preconceito?
[...]

Ainda são mutiladasCerca de três milhões de meninas correm risco de sofrer mutilação genital (remoção parcial ou total do órgão genital), segundo a Organização Mundial de Saúde. A prática é adotada em pelo menos 28 países (como Egito, Quênia e Sudão). Geralmente feita de maneira precária e sem anestesia, o procedimento é considerado pelos grupos que o adotam como fundamental para preparar crianças e adolescentes para a vida adulta e o casamento. Estima-se que 140 milhões de mulheres tenham sido submetidas a este tipo de mutilação.




Ser mulher é um desafio diário: aturar piadinhas e olhares machistas (quem gosta de se sentir um pedaço de churrasco?), enfrentar as variações hormonais e de humor mensais, acompanhadas muitas vezes de dor, aguentar a violência diária expressa de diversas formas...
Homens e mulheres são sim diferentes, diferenças essas perceptíveis na forma anatômica, na fisiologia, enfim. Mas isso não significa que as mulheres são frágeis ou menos capazes. Devemos ser respeitadas nas nossas diferenças e peculiaridades.

Mulher: SEJA!

FELIZ DIA INTERNACIONAL DA MULHER!  

segunda-feira, março 07, 2011

Slow Food + Manifesto de uma coprodutora indignada!

O movimento Slow Food surgiu em 1986, com o italiano Carlo Petrini que se indgnou ao perceber que as técnicas tradicionais de culinária de diversas regiões e alimentos regionais estavam se perdendo e dando lugar ao McDonald's e alimentos importados padronizados e sem sabor.
As diretrizes desse movimento são resgatar o prazer em preparar a própria comida e consumir alimentos BONS, LIMPOS e JUSTOS.
O conceito de BOM no caso é relativo, pois o que pode ser bom pra mim aqui ño Brasil, na Região Sudeste pode não ser bom (e provavelmente não será) para uma pessoa que mora em Dubai. Mas o alimento bom é aquele que você sabe da onde veio, tem gosto (ou como o próprio Petrini escreve em seu livro "características organolépticas superiores" que são valorizadas na hora de seu preparo*).
LIMPO é o alimento cultivado de modo orgânico e o tempo da natureza é respeitado; o transporte para chegar até os consumidores também deve ser o menos poluente possível.
JUSTO: os pequenos produtores locais são valorizados e respeitados pelos seus cultivares.
Um dos objetivos do movimento é fazer-nos perceber que também somos parte da cadeia de produção da comida, somos coprodutores. Sendo assim, comer é o primeiro ato político que você exerce por meio das suas escolhas, pois envolve questões socioeconômicas, culturais e até mesmo religiosas.

*Para saber mais, leia: SLOW FOOD -princípios da nova gastronomia

Dito isso, agora posso expressar toda a minha indignação quando vou ao supermercado. Antes, quando era mais ingênua, ir ao supermercado me deixava muito feliz, não que hoje eu desgoste, ainda me traz certo prazer, mas quando caminho por entre os corredores ou pelas bancas de hortifruti, sinto vontade de... CHORAR!!!!
Tudo que vejo são caixinhas, embalagens coloridas, latas, etc, etc, etc (penso em produção de lixo, lixo, lixo e mais lixo, eu mal acabei de levar meus recicláveis aos postos de coleta e quando chego do mercado, já encho as sacoles de plático, papel e metal novamente)... ok, podem até tornar a vida dos donos de casa mais fácil, mas ao mesmo tempo, acredito, afastam-nos dessa relação milenar homem-alimento. Afastam-nos do poder tocar, sentir o cheiro, a consistência, do prazer em preparar, ver a transformação da matéria "bruta" ali na sua frente, e com um toque de carne e temperos (que pode ser canela - ver "O tempero da vida"), ver aquela massa aparentemente disforme tornar-se uma almôndega, um bolo, um rocambole ou o que quer quer seja...

E quando passo nos hortifrutis, baldes de lágrimas!!!! Cadê os vários tipos de tomate além do comum (débora, cereja, etc, etc)??!?!? As várias abóboras (até vou colocar a foto das abóboras de novo para ilustrar quantos tipos existem e não vemos nem a metade no mercado)...
... cadê os pepinos tortos que só porque são tortos são ignorados e isso é um absurdo!!! Eu quero diversidade e sabor!!! Não quero pepinos/abóboras/tomates do mesmo tamanho e aguados, cultivados com agrotóxicos, isso não é natural!!!
Onde estão as frutas brasileiras araçá, araçá-boi, abricó, maracujá nativo, amora do mato, buriti, etc?!?!?!. Eu nunca comi um araçá ou um buriti, mas eu sei muito bem qual é o gosto de uma laranja e um blueberry! Isso é outro absurdo!!!
Quero conhecer o gosto e a textura dos alimentos brasileiros, quero conhecer quem os produz e respeitá-los, quero receber a cesta do produtor em casa, quero minimizar os desperdícios de alimento, quero alimentos BONS, LIMPOS E JUSTOS!!!

domingo, fevereiro 27, 2011

Tornar o estranho, familiar... tornar o familiar, estranho

Faz um tempo que queria postar isso, mas outros pensamentos vieram pelo caminho.
Vou tomar emprestada uma brincadeira que a Neide Rigo faz no blog dela (COME-SE):
O que é? O que é? (mas não vou esperar até segunda para responder e, uma dica, não é necessariamente comida)





Se você pensou: "Ah, deve ser um osso", acertou. Sabe do quê?! Nada mais, nada menos do que o de uma baleia. Ele foi encontrado por pescadores do litoral sul. Não sei bem ao certo como apareceu lá no sítio e isso faz, no mínimo, uns dez anos. Eu ainda era uma criança... e imaginação de criança vai longe, achava que fazia parte da cabeça da baleia. Ok. E esse tempo todo essa informação ficou lá guardada.
Anos se passaram, entrei na faculdade e passei a cursar uma "disciplina" chamada Trabalho em Saúde e uma das primeiras coisas discutidas nesta é que devemos tentar nos despir de pré conceitos e enxergar os detalhes das coisas com um outro olhar. Às vezes eu fazia isso, mesmo antes dessas aulas, me pegava chegando em casa à noite, depois da escola, e percebia minha rua, aquela que eu sempre morei e passei incontáveis vezes, prestava realmente atenção nas casas, me perguntava por que os portões são desse ou daquele jeito, o que as pessoas estariam fazendo, chegava em frente à minha casa e prestava atenção na árvore Chapéu-de-Sol que minha avó plantou há mais de 20 anos na calçada e pensava: "ninguém tem uma árvore exatamente igual a essa", olhava os detalhes do tronco, das folhas penduradas nos galhos, as folhas caídas, os líquens, enfim...
E o que isso tudo tem a ver com o osso?!
Bom, na faculdade comecei a ter aulas de anatomia, também. E o primeiro sistema estudado foi o aparelho locomotor (esqueleto e músculos) e isso inclui, óbvio, a coluna vertebral... formada por, claro, vértebras. Guarde essa informação.
Voltei ao sítio para passar o ano novo após quatro anos e meio sem ir pra lá. Fui até a varanda e sentei-me ao lado do osso para avançar nas páginas do livro "Admirável Mundo Novo", do Aldous Huxley. De repente, como Arquimedes ao descobrir a teoria do empuxo, gritei para mim mesma "EUREKA!!!!". Foi uma descoberta silenciosa, comecei a rir sozinha... Após sei lá quantos muitos anos finalmente descobri que parte da baleia pertencia aquele osso!!!! Depois de tantas aulas de anatomia era claro que aquilo se tratava de uma vértebra, uma vértebra de pelo menos 5 quilos, mas ainda sim... perceba o processso espinhoso, os processos transversos e o forame vertebral (por onde passa a medula espinal).


 Uau! Agora nem sei mais se tornei o estranho, familiar porque descobri que o osso que já conhecia de longa data era a vértebra da baleia ou se tornei o familiar, estranho porque aquele osso que eu pensava pertencer a outra parte do animal, era uma vértebra.
Olha só como coisas que achamos que conhecemos ainda podem nos trazer coisas novas... e eu posso me surpreender também se um dia eu descobrir que não é uma vértebra de baleia, mas sim de um dinossauro, talvez.

terça-feira, fevereiro 15, 2011

Written words

The strange night came
bringing strange uncontrollable feelings
Was free like a butterfly
Still trapped in a cocoon

Flew to the sky
or heaven...
and had to get back
With sunrise

Heavy as a leaf
Wrote words everyday
To deal with marvel
Inebriation

In paper,
the question is solved
Only in life it isn't
Should follow the left or right wind?


Sia - Breath me (não, eu não estou dançando)

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

Strange(r) to me

My friend, you are strange(r) to me
Sometimes you're kind
Other times you just slide
Away

My mind is kind of open
You can see
But the more I try to get closer
The more your brain is closed to me

You like to listen
Not as much you like to be listened
Sometimes my words seem to passs by
And you don't even notice

This time you answer, please:
What kind of confused friends are we?

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

Aniversário - meus cabelos são (quase) os mesmos...


Pode parecer meio clichê, mas eu não sei o que aconteceu depois dos meus 15 anos, tudo pareceu voar... parece que foi antes de ontem que entrei no ensino médio, ontem que passei na faculdade e, olha só, já vou pro terceiro ano! TERCEIRO ANO!!!! Vem vindo mais uma leva de bixos e bixetes aí... e ainda parece que eu acabei de pisar na universidade... faz SEIS anos que eu estava nos quinze. Mas posso dizer que vivi, ao meu jeito, cada dia.
Esse ano a comemoração será diferente: longe da família biológica (ainda bem que tenho a família Amigos!), e também cada dia que foi se aproximando do meu aniversário, hoje, revelou-me surpresas: amigos antigos ressurgiram, vieram falar comigo! O mais legal: fazem aniversário próximo também! (É muito engraçado como me dou bem com pessoas que fazem aniversário em janeiro e fevereiro... coisas místicas que não posso -e nem sei se alguém é capaz de- explicar).

Até esse aniverário aprendi na prática que é preciso aproveitar cada momento bom, tirar proveito dos momentos ruins, deixar-se surpreender, mesmo com coisas que achamos que já são, há muito, conhecidas nossas... tornar estranho o conhecido e redescobri-lo por uma outra perspectiva. É incrível!
Nem toda chuva é igual, muito menos os pores-do-sol.

Retrospectiva capilar e oftálmica: cabelos antes muito compridos, hoje mais curtos (embora não dê pra perceber pelas fotos editadas). Também sou mais míope. Mas gosto de usar óculos; disseram que me deixa "Interessante".

... pelo menos ainda não me apareceram os cabelos brancos

domingo, janeiro 23, 2011

TRADUZIR-SE - FERREIRA GULLAR

Ficha técnica:
 Fotógrafa: eu
Pessoa na foto: Fê Ramos e seu reflexo
Local: Santos, entre 18h30 e 20h


Esse poema foi-me apresentado quando eu tinha 8 anos. Lembro como se fosse ontem. Aula de Artes Plásticas, segunda série, um professor com jeito afetado entra na sala, era substituto, pois nossa professora havia faltado aquele dia. Distribuiu folhas de sulfite, pregou um desenho na lousa, parecido com este aqui embaixo, e disse: Copiem (ou algo assim).

 

E depois, se não me falha a memória, ele ditou Traduzir-se para escrevermos atrás de nossos cálices. Todo mundo fez cara de coxinha, né. Então, ele perguntou o que achávamos que era o desenho, surgiram respostas como: castiçal! cálice!
Só então ele revelou o segredo: olhem de novo, são dois rostos.
Ahh, sim... Ele até tentou explicar e relação poema-desenho, mas acho que ele não estava acostumado a lidar com pessoas de oito anos...
Mas nunca esqueci desse poema, nem do desenho. Sempre ficaram guardados na minha memória (e meu desenho está em alguma pasta, em algum armário daqui de casa, ficou booonniiiiitttoooo =S -hoje, desenho bem melhor... graças ao meu professor de artes do ensino médio, simplesmente um gênio, me ensinou os segredos dos lápis 2B, 4B e 6B). Quando tinha quinze anos, reencontrei-me de novo com Traduzir-se após uma aula de Formação de Repertório e Leituras da Contemporaneidade, na qual meu professor especialista em Guimarães Rosa falava sobre o poema de Manuel Bandeira, Teresa, na qual o eu-lírico, na primeira parte, passa pela fase da renegação do amor. Mas, na terceira vez que vê Teresa, admite que é louco por ela. Nessa aula, com a explicação do contexto e interpretação de Teresa, fiz uma relação linda na minha cabeça com Traduzir-se, tanto que na aula seguinte o professor retomou o assunto e fez a mesma coisa... pena que naquela época eu não tinha tanto costume de anotar minhas ideias e esqueci a relação perfeita e a sensação de EUREKA! da semana anterior... e não lembro até hoje... 
Contudo, o conflito interno é presente nos dois poemas... eu realmente não vou fazer essa análise agora, é muito complexa.
Bom, deixo a tarefa pra vocês também!
P.S.: acabei de encontrar o desenho da 2ª série (1998) E as anotações da aula Teresa/Traduzir-se (2005).




quarta-feira, janeiro 19, 2011

Coisas que (acho que) aprendi sobre amar/amor...

Gostaria de não fazer um texto clichê aqui; muitos autores escrevem sobre o amor com maestria, fazendo parecer uma coisa fácil (tanto escrever quanto amar).
Escrever, com algum talento e muito treino, se chega lá. Agora, amar... amar e amor são aprendizado diário e somos sempre surpreendidos. Pra mim existem muitas formas de: algumas se complementam, outras são simplesmente diferentes. Pode-se amar muitas pessoas, de diversas maneiras ao mesmo tempo que se ama uma só de muitas formas.

Quando a leveza do conforto bate à sua porta, de repente o tempo muda e o sofrimento do coração apertado entra como um vendaval em sua vida. Sofrimento gostoso... é o querer morrer para acabar com o estrangulamento. Mas, espera... só mais um pouquinho, assim sinto que estou vivo. E o estrangulamento faz parte de você a vai afrouxando, afrouxando... descobriu-se uma nova forma de amar (se não é correspondida, aí sim se quer morrer de vez pra poder nascer de novo). #pausa para a música de fossa aqui:  (I can't seem to )make you mine - The Clientele#
Sentimento de solidão... ficar quieto apenas sentindo... a dor e o calor... o frio... o calafrio... pensando consigo mesmo: "por quê?! por quê?!?! tinha que ser comigo?! esse danado do amor... me pegou de jeito justo quando eu não queria, ou achava que não...".
O amor é bipolar. Num minuto, se ri sem razão aparente, no minuto seguinte a alegria desvanesce e dá lugar ao pranto, também sem motivo aparente, é a tristeza pela tristeza ou de estar longe, de se sentir minúsculo, de ter tanto amor para dividir que sente o coração pequeno demais (lembra do tal estrangulamento?).
É uma coisa complicada... coisas loucas são feitas por amor, mas são consideradas loucas, pois são vistas por outros olhos.
Para amar, é preciso estar aberto a se sentir inquieto o dia todo, a se magoar vez ou outra, viver isso com a intensidade merecida e aprender a se levantar e viver tudo do começo se for preciso, ainda que seja com a mesma pessoa. #outra música: Popular Mechanics for lovers - Beulah#
Puxa... que difícil, que desafio bom.


Pôr-do-sol 17/01/2011
Um lado claro, um lado escuro

sábado, janeiro 15, 2011

Torta de Framboesa - Voltando ao sítio

No sítio, tanto me pediram que eu fiz a torta de framboesa. Não sem ajuda, claro. Uma tia fez a geleia, a outra tia foi lá e estra... digo, colocou mais açucar (mas mais açúcar mesmo!) pra apurar o doce (eu prefiro a geleia mais azedinha, menos enjoativo).
Eu fiz a massa e vovó me auxiliou pra fazer o creme branco. Meu tio ficou enchendo minha paciência dizendo que quem tinha feito tudo havia sido minha avó: "Essa Ana Maria Braga aí sem a Maria não é de nada, hein" (pra quem não entendeu, eu era a Ana Maria e minha avó a auxiliar Maria, heheh).
Para fazer o primeiro creme, receita tradicional + conhecimentos da técnica dietética, para o segundo creme (porque faltou e tivemos que fazer mais) receita tradicional + experiência (pra quê técnica dietética... mas que o amido demorou mais pra gelatinizar, ah, demorou... eu que sei, viu... fiquei mexendo a panela... ihh, desempelotar tudo também foi lindo!).



Experimente fazer!

Torta Fácil de Framboesa

Você vai precisar de:
duas tias, uma avó (não, galera, brincadeirinha...)

Para a geleia:
Framboesas (a medida de uma caixinha de morango, mais ou menos... 2 xic de chá, vai...)
Açúcar (quantidade pra virar quase geleia... 2 a 3 xíc. de chá)
Cuidado pra não deixar em ponto de bala!!!!

Modo de preparo: Lave as framboesas (antes, lave as mãos, ainda mais se outras pessoas forem comer a torta), coloque-as na panela em fogo baixo. Acrescente o açúcar após as frutas se desmancharem e perderrem um pouco da água livre delas (hummmm, ciência dos alimentos).

Creme branco
leite integral fluido 250 ml
gema 1 und (guarde a clara pra fazer um omelete só de claras em neve)
farinha de trigo 2 colheres de sopa bem cheias
Leite condensado 1/2 lata

Modo de preparo (com a técnica dietética): com o leite ainda frio, acrescente a farinha de trigo e mexa um pouco para desfazer os grumos, leve ao fogo baixo e mexa até perceber a mistura ficar mais consistente. Então, acrescente o leite condensado e a gema. (Por que não colocar o leite condensado antes?! Porque tem muito açúcar, e em excesso este ingrediente atrapalha a gelatinização do amido). Ah, cuidado para não deixar empelotar; se acontecer, mexa vigorosamente!

Modo de preparo da voz da experiência: misture tudo, coloque no fogo e mexa... mexa... dá certo também, mas demora um pouquinho mais...

Massa
Farinha de Trigo 2 xíc. chá
Leite 3/4 da xícara de chá
Manteiga 1 colher de Sopa bem cheia
Açúcar 1 xícara de chá
Sal 1 pitada
Fermento químico 1 colher de sopa

Modo de preparo: misture todos os ingredientes com as pontas dos dedos até que fique homogênea (NÃO SOVE!). Depois, abra a massa cobrindo a forma; deixe-a bem fina. Coloque para assar (demora uns 10 min, dependendo do forno).
Depois é só montar o recheio. Dentro da caminha (ou cestinha ou "chame-do-que-você-quiser") coloque o creme branco, geleia, creme branco, geleia, (ou só uma camada de cada mesmo) e enfeite se quiser...

Deixe na geladeira por 1h aprox., coberta por plástico firme.

E depois é só aproveitar^.^. Olha só que ironia do destino... eu nem experimentei a minha torta como um todo... sniff... só experimentei o creme quando ficou pronto e a geleia... mas a galera que tava com lombriga de torta falou qua tava "bão". Eu acredito! hehe

sexta-feira, janeiro 14, 2011

Digressão 2- Anoitecer colorido

Estava eu aqui me preparando pra estudar, lendo alguns resumos de artigos sobre carnes, bactérias, etc... quando reparei que a chuva havia parado e havia um restinho de sol. Quando olhei pela janela, me deparei com um arco-íris! Nossa, desde que vim pra cá já tirei foto de uns três arco-íris da minha janela. Estou fazendo coleção, como o Luís da Câmara Cascudo fazia de crepúsculos (tem até uma peça inspirada nele chamada O Colecionador de Crepúsculos; chorei muito de emoção quando eu assisti).


Tá meio clarinho, mas acho que dá pra ver...

Então, sentei de novo de frente pra janela pra continuar a ler e fazer as coisas no computador, descarregar a foto do arco-íris e tudo o mais. Mas, de repente pensei "Nossa, o pôr-do-sol deve estar muito bonito lá fora."
Peguei minha câmera, saí correndo, parei em frente a praia e consegui tirar fotos muito bonitas. O sol não estava mais aparecendo, mas seus raios coloridos refletindo nas nuvens, sim.
Parece até um quadro

Fotos tiradas às 20h e alguma coisa de hoje

Voltei pra casa até mais inspirada pra estudar!


quinta-feira, janeiro 13, 2011

(digressão) Lista de presentes

Falta menos de um mês pro meu aniversárioe percebi uma coisa que me incomodou. Uma dessas livrarias me mandou um email dizendo que eles facilitam muito a nossa vida permitindo que façamos nossa lista de presentes para que possamos dividi-la com nossos amigos, fazendo o favo de dizer-lhes o que queremos.
Por que me incomodou?! Porque, primeiro: quando você envia uma lista dessas, meio que se torna uma obrigação lhe presentearem; segundo: dar o presente vira algo banal, a pessoa que dá não pensa na carga de significados que o tal presente terá, tanto pra quem dá quanto pra quem recebe (já disse isso aqui).
Eu sinto que não há mais aquela preocupação em descobrir do que a pessoa gosta, o que combina com ela, desvendar esse mistério... não dá mais aquele frio na barriga de ansiedade esperando pra ver a cara da pessoa abrindo o presente e se ela gostou ou não. E, com essas listas, meio que se espera o que vai ganhar, quem está fazendo aniversário não se deixa surpreender...
Eu achei muito engraçado quando um amigo meu, alguns meses atrás, me perguntou o que eu queria ganhar de aniversário. Eu disse: "mas tá muito longe ainda!". Ele: "mas eu não sei o que te dar!". Eu disse: "ué, pensa no que combina comigo, no meu jeito". Não dei nenhuma dica, caramba! Amizade de quase 8 anos!
Eu não ligo pro quanto custou (ou se foi manufaturado ;-D ou inventado- como uma dança ou música), o que importa é o carinho, a mensagem que a pessoa quis transmitir com o gesto. 
A gente perde a noção, eu acho, ficamos pensando muito no material (não que não precisemos de tecnologia, roupas, livros -adoro comprar, ganhar, porém tem uma fila imensa de livros pra eu ler... será que consigo até 2012?!- etc, só é preciso tomar cuidado e analisar se certas coisas são realmente úteis e essenciais - p. ex. eu acho tablets inúteis, são inúteis pra mim, não se encaixam no meu cotidiano... se é útil pra vc, ótimo...) "o que eu vou ganhar de aniversário?!" Eu posso ganhar muitas coisas não materiais, só preciso de sensibilidade pra perceber...
Os meus presentes de hoje foram o Sol, a chuva e o vento

E de presente pra vcs:


Bottle from Kirsten Lepore on Vimeo.

Fonte:http://smellycat.com.br/2011/01/04/bottle/

segunda-feira, janeiro 10, 2011

Brincos vermelhos

Observo seus frutos pendurados
Delicados
Jóias naturais

Cheios de graça
Brilho de cera
Uma ideia


Não é metal ou pedra que necessite ser lapidada
Mas sim, polpa e semente
Adorno perfeitamente finalizado


PS: o bom é que dá pra comer depois =P. Viva a sustentabilidade!





sábado, janeiro 08, 2011

Framboesas

Framboesas recém colhidas

Oh, seu sabor agridoce
permanece em minha boca
É bom e ruim
Mordo um pedaço, o gosto azedo é soberano
Não consigo parar...
E mais uma e outra...
Até, finalmente, encontrar a doçura
Depois de muito tentar
Então vem aquele gosto azedo
De novo recomeçar



A busca pela framboesa doce: muitas azedas são engolidas primeiro, até se acostumar com esse gosto e não ser mais tão ruim assim; também aprende-se a apreciá-lo, é quase como um vício. Mas quando a framboesa doce é encontrada, a satisfação é ímpar. 
Se as azedas não lhe agradam assim, aprenda a fazer suco com elas... 

quinta-feira, janeiro 06, 2011

Dias de Sítio (parodiando Dias de Sótão =D)

Os próximos posts serão dedicados aos meus dias bucólicos.

Abóboras

Este primeiro será dedicado às abóboras, mais uma de minhas paixões. Outro nome para o meu blog poderia ser "A Abóbora de Halloween" porque desde que eu vi O Estranho Mundo de Jack e ganhei (depois de muito encher a paciência de minha mami), aos 10 anos, uma abóbora de pelúcia com braços e pernas que agarram,
olha ela aqui, que simpática^.^
 nutro uma paixão por esses frutos da família Cucurbitaceae, pelos diferentes tipos, formatos, cores, sabores e versatilidade.
Algumas podem ser consumidas picadinhas refogadas (como a abobrinha paulista); outras no feijão, a moranga serve para o camarão e muitas são boas para fazer doce, tanto aquele com coco como aquele em pedaços, no qual é preciso jogar cal (cal mesmo, CaO, para que o pH fique mais alcalino) e deixar na panela de pressão por um dia inteiro, então o doce fica com aqueles pedaços crocantes por fora e macios por dentro... hummmm
E, no sítio, ao colher framboesas com meu primo, olha só com o que me deparei:

- OLHA!!!!! ... Uma Abóbora!!!!
- Não faz isso, sua louca! Achei que fosse uma cobra!
- Ah, é... e você já ia sair saltitando por aí, haha!
- É...
- Hahahaha!
Alguns dias depois encontrei essa mesma abóbora no chão, caiu naturalmente, já estava madura. Uma gracinha! Então, a peguei e trouxe pra casa. Observe as framboesas amadurecendo em volta. Tudo muito lindo! 

E, olha só que belezinha, muitas abóboras! Veja quantos formatos e cores! A gente não vê isso no supermercado! Não sei quem colheu, mas elas estavam lá para ser apreciadas.

- Ah, faltou uma abóbora na foto... aquela ali em cima da caixa...
- Aquilo é uma melancia =S. Mata-me de vergonha...
- Mas eu não estou de todo errada, as abóboras, melancias e melões são da mesma família!
- Tsk tsk tsk...


Que delícia repousar sobre a grama macia!

Também fiz uma coisa que nunca havia feito: abri uma abóbora... sozinha... uma como essa aí de cima. Foi um tanto quanto desafiador, mas cumpri a tarefa com certa destreza. Depois ela virou doce pelas mãos de minha avó e minha mãe.
Se tiver uma abóbora ao seu dispor, espero que já saiba o que fazer...