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domingo, março 13, 2011

Um Carnaval de cozinha! - Experimentos de feriado

Nesse carnaval, eu cozinhei como se não houvesse amanhã!!!! Cozinhei por seis horas ou mais seguidas!
Mas primeiro... aquela ida ao supermercado básica: uma lata de tomates pelados (um absurdo!!! eles vieram da Itália e saem mais em conta do que comprar tomate comum!), carne, massa tipo penne integral, cenoura, etc, etc, etc.
Fiquei com vontade de cozinhar porque eu já estava planejando gastar alguns ingredientes da minha geladeira e do armário e também porque minha mãe me ligou dizendo que havia feito macarrão à bolognesa e frango com quiabo e eu não estava lá para apreciar esses quitutes...
Então, mãos a obra! Comecei pelo macarrão à bolognesa. Foi a primeira vez que cozinhei carne moída na vida e também abri uma lata de tomates pelados. Foi emocionante. Sobrou muita carne porque fiz o cálculo superestimado do fator de cocção... achei que a carne iria reduzir pela metade, mas reduziu 1/3, enfim.
Depois de pronto o macarrão à bolognesa (sem segredos, só com um pouco de frescura!), passei para meu bolo de chocolate que faço sem receita... vou vendo pela consistência da massa se está dando certo, e deu!!! Ficou fofo, uma delícia!
E, por último, mas não menos importante: O Rocambole de Soja. Vou lhe dizer que foi o que deu um pouco mais de trabalho, pena que não tenho foto... mas aqui vai a receita:
Massa do rocambole
1 xíc chá de soja crua
1 xíc de farinha de rosca
1 xíc de fécula de batata
1 limão pequeno
1 cebola pequena
3 dentes de alho
Sal a gosto
2 ovos

Modo de preparo: deixe a soja de remolho frio por 6horas ou remolho quente por 1h30 até soltar as casquinhas. Cozinhe sob pressão por uns 20 min. Jogue a água de cocção fora. Bata a soja no liquidificador com meio copo de requeijão de água. Pegue essa massa e misture com os ovos, as farinhas, cebola, alho e limão e misture com a mão até a massa desgrudar da mão.

Recheio:
1 cenoura pequena
2 tomates sem pele
1/2 cebola
150 gramas de queijo (prato ou padrão)
dica: tempere com azeite e orégano
Abra a massa do rocambole, recheie, enrole e coloque para assar em forma untada com óleo no forno a 180 ºC. Demora aprox. 45 min no forno.

Nesse dia, cozinhei das 14h às 20h30 e foi muito prazeroso porque depois recebi meus amigos em casa e comemos todos juntos.

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Ahhh, a comensalidade...
Além de preparar as coisas sozinha, no dia seguinte fizemos uma preparação coletiva. Foi muito divertido ver  um cortar uma cebola pela primeira vez o outro cortar um tomate. Depois na hora de misturar tudo com queijo na panela deu tudo errado porque deveríamos ter deixado o tomate e a cebola secarem um pouco, mas tudo bem... deu tudo certo após despejarmos o líquido sobressalente na pia (crianças, não façam isso em casa...). Foi uma preparação bem universitária: tomate com cebola, queijo e orégano para se comer com pão.
E foi muito bom comer ouvindo as histórias "brilhantes" (quase literalmente) do meu amigo Jussan Coments...
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No outro dia, ainda resolvi fazer uma torta de carne com a carne moída que eu não precisei usar para o molho à bolognesa.
Para a massa:
2 xíc de farinha de trigo
1/2 xíc de óleo
1/2 xíc de leite
1 col chá de fermento químico
1 pitada de sal

Coloque primeiro os ingredientes secos e misture a massa com as mãos até ficar homogênea, mas NÃO sove!
Abra a massa com um rolo (ou uma garrafa/copo de vidro, como é o meu caso. Às vezes é preciso improvisar, né...) e forre a forma.
Para o recheio, refoguei a carne com cebola, tomate, cenoura e tempero (mistura de alecrim, orégano e o que mais você quiser).
Coloque o recheio dentro da massa aberta na forma, cubra-o com mais um pedaço de massa e asse em fogo baixo (180 ºC).



A parte ruim de cozinhar é limpar a bagunça que fica depois, mas we gotta do what we gotta do...
E é ainda um desafio maior fazer tudo isso em uma cozinha pequena, é necessário CRIAR o espaço.


Mesmo assim, fiquei muito feliz por ter conseguido fazer tudo isso e dividir com meus amigos!
E para fechar com chave de ouro: CONSEGUI PELA PRIMEIRA VEZ, depois de muitas tentativas, FAZER UM MOLHO BRANCO DECENTE!!! Sem empelotar! Quando olhei para a panela e vi aquela obra-prima a alegria tomou conta de mim e quase chorei de emoção! 
Até então, eu achava que era um desastre na cozinha! Na verdade, quando fiz o técnico em nutrição, como as aulas práticas eram muito estressantes (pelo menos para mim), eu tinha muito medo de errar durante a preparação e de que o resultado final não fosse como o esperado (a coisa com o molho branco começou aí, nessas aulas, e sempre dava errado e empelotava e eu não conseguia entender por quê). 
Desde o ano passado, venho tentando  perder esse medo (não que eu tenha parado de cozinhar, às vezes saía um bolo aqui, outro ali, mas nada de muito especial e eu lembro de quando eu era criança eu adorava ajudar minha mãe na cozinha, principalmente colocar a mão na massa para sová-la, e isso foi se perdendo ao longo do tempo e na época do técnico chegou ao fundo do poço, cozinhar era até doloroso...) e acho que nesse feriado eu realmente me superei...
Na arte de cozinhar, como em outras artes, o aperfeiçoamento, treino e experimentação andam juntos. 

quarta-feira, março 09, 2011

The Road

This sinuous road
Can't know where it's going
Hypnotic

The bittersweet smell with fear and uncertainty
Fulfills the hot air
Don't know where I'm going
It calls

Walking, I hear the sound
A deep velvet voice
Don't know if it's calling or not
It overwhelms

Dizzy and numb
Step by step I go further
Without going forward
Almost unbearable

There's no visible path
Shivering, I stumble in the holes
Tricky is the road...


Pensei nesta música durante o processo criativo:

terça-feira, março 08, 2011

Dia Internacional da Mulher

Este dia não pode passar em branco. Eu fiquei quebrando minha cabeça para pensar em algo legal para postar, eis que me deparei com uma reportagem da revista Superinteressante sobre hoje:

7 fatos sobre as mulheres


Redação Super 8 de março de 2011
por Maria Gomes

COLABORAÇÃO PARA A SUPERINTERESSANTE


Para muita gente, 8 de março é apenas um dia em que mulheres recebem flores na saída de restaurantes e lojas. A data, porém, marca mais de um século de movimentos pela emancipação das mulheres. Foi nesse dia, em 1857, que operárias fizeram marcha em Nova York por redução da jornada e igualdade salarial entre homens e mulheres. Parte dos relatos dá conta de que elas foram trancadas e queimadas após o movimento. Em 1917, na mesma data, trabalhadoras de Petrogrado fizeram greve às vésperas da Revolução Russa. 8 de março, portanto, é um dia que não pode ser passado em branco. Em homenagem ao Dia Internacional da Mulheres, listamos 7 fatos sobre elas.
Apanham a cada 2 minutos
Em 2006, o ex-presidente Lula sancionou a Lei Maria da Penha, que pune agressões contra mulheres ocorridas no âmbito familiar. Ainda assim, cinco mulheres apanham a cada dois minutos no Brasil, segundo pesquisa da Fundação Perseu Abramo em parceria com o Sesc.  Há 10 anos, o cenário era ainda pior: oito mulheres eram agredidas no mesmo tempo. Ainda que a lei preveja até prisão para o agressor, os números mostram que intimida muito pouco os que cometem este 
tipo de violência.
[...]

Desigualdade ainda impera
Ainda que as mulheres sejam maioria no Brasil, elas ganham menos até quando ocupam os mesmos cargos no mercado de trabalho. Por diferenças como essa, o Brasil ocupa o 85º lugar em ranking que mede a desigualdade de vida entre os sexos em 134 países, segundo o Relatório Global de Desigualdade de Gêneros, apresentado no Fórum Econômico Mundial no ano passado. O ranking considera participação na economia, no mercado de trabalho, na política, entre outros fatores. Na questão da renda, por exemplo, a média anual do que as mulheres recebem no Brasil é de R$ 12 mil, enquanto os homens ganham cerca de R$ 20 mil.
[...]

São sub-representadas
Em 2010, o Brasil elegeu sua primeira presidente mulher, após 39 homens ocuparem o cargo. Mas, se no poder Executivo elas estão representadas, não se pode dizer o mesmo no Legislativo, onde de fato o papel do congressista é a representação da sociedade. Na Câmara, as mulheres ocupam apenas 8,6% das cadeiras, no Senado são 16%. A Lei Eleitoral prevê que partidos e coligações tenham pelo menos 30% de seus candidatos do sexo feminino nas eleições para o Congresso. O problema é que, mesmo quando a lei é cumprida (o que nem sempre acontece!) os votos em mulheres ainda são escassos. Será falta de confiança ou puro preconceito?
[...]

Ainda são mutiladasCerca de três milhões de meninas correm risco de sofrer mutilação genital (remoção parcial ou total do órgão genital), segundo a Organização Mundial de Saúde. A prática é adotada em pelo menos 28 países (como Egito, Quênia e Sudão). Geralmente feita de maneira precária e sem anestesia, o procedimento é considerado pelos grupos que o adotam como fundamental para preparar crianças e adolescentes para a vida adulta e o casamento. Estima-se que 140 milhões de mulheres tenham sido submetidas a este tipo de mutilação.




Ser mulher é um desafio diário: aturar piadinhas e olhares machistas (quem gosta de se sentir um pedaço de churrasco?), enfrentar as variações hormonais e de humor mensais, acompanhadas muitas vezes de dor, aguentar a violência diária expressa de diversas formas...
Homens e mulheres são sim diferentes, diferenças essas perceptíveis na forma anatômica, na fisiologia, enfim. Mas isso não significa que as mulheres são frágeis ou menos capazes. Devemos ser respeitadas nas nossas diferenças e peculiaridades.

Mulher: SEJA!

FELIZ DIA INTERNACIONAL DA MULHER!  

segunda-feira, março 07, 2011

Slow Food + Manifesto de uma coprodutora indignada!

O movimento Slow Food surgiu em 1986, com o italiano Carlo Petrini que se indgnou ao perceber que as técnicas tradicionais de culinária de diversas regiões e alimentos regionais estavam se perdendo e dando lugar ao McDonald's e alimentos importados padronizados e sem sabor.
As diretrizes desse movimento são resgatar o prazer em preparar a própria comida e consumir alimentos BONS, LIMPOS e JUSTOS.
O conceito de BOM no caso é relativo, pois o que pode ser bom pra mim aqui ño Brasil, na Região Sudeste pode não ser bom (e provavelmente não será) para uma pessoa que mora em Dubai. Mas o alimento bom é aquele que você sabe da onde veio, tem gosto (ou como o próprio Petrini escreve em seu livro "características organolépticas superiores" que são valorizadas na hora de seu preparo*).
LIMPO é o alimento cultivado de modo orgânico e o tempo da natureza é respeitado; o transporte para chegar até os consumidores também deve ser o menos poluente possível.
JUSTO: os pequenos produtores locais são valorizados e respeitados pelos seus cultivares.
Um dos objetivos do movimento é fazer-nos perceber que também somos parte da cadeia de produção da comida, somos coprodutores. Sendo assim, comer é o primeiro ato político que você exerce por meio das suas escolhas, pois envolve questões socioeconômicas, culturais e até mesmo religiosas.

*Para saber mais, leia: SLOW FOOD -princípios da nova gastronomia

Dito isso, agora posso expressar toda a minha indignação quando vou ao supermercado. Antes, quando era mais ingênua, ir ao supermercado me deixava muito feliz, não que hoje eu desgoste, ainda me traz certo prazer, mas quando caminho por entre os corredores ou pelas bancas de hortifruti, sinto vontade de... CHORAR!!!!
Tudo que vejo são caixinhas, embalagens coloridas, latas, etc, etc, etc (penso em produção de lixo, lixo, lixo e mais lixo, eu mal acabei de levar meus recicláveis aos postos de coleta e quando chego do mercado, já encho as sacoles de plático, papel e metal novamente)... ok, podem até tornar a vida dos donos de casa mais fácil, mas ao mesmo tempo, acredito, afastam-nos dessa relação milenar homem-alimento. Afastam-nos do poder tocar, sentir o cheiro, a consistência, do prazer em preparar, ver a transformação da matéria "bruta" ali na sua frente, e com um toque de carne e temperos (que pode ser canela - ver "O tempero da vida"), ver aquela massa aparentemente disforme tornar-se uma almôndega, um bolo, um rocambole ou o que quer quer seja...

E quando passo nos hortifrutis, baldes de lágrimas!!!! Cadê os vários tipos de tomate além do comum (débora, cereja, etc, etc)??!?!? As várias abóboras (até vou colocar a foto das abóboras de novo para ilustrar quantos tipos existem e não vemos nem a metade no mercado)...
... cadê os pepinos tortos que só porque são tortos são ignorados e isso é um absurdo!!! Eu quero diversidade e sabor!!! Não quero pepinos/abóboras/tomates do mesmo tamanho e aguados, cultivados com agrotóxicos, isso não é natural!!!
Onde estão as frutas brasileiras araçá, araçá-boi, abricó, maracujá nativo, amora do mato, buriti, etc?!?!?!. Eu nunca comi um araçá ou um buriti, mas eu sei muito bem qual é o gosto de uma laranja e um blueberry! Isso é outro absurdo!!!
Quero conhecer o gosto e a textura dos alimentos brasileiros, quero conhecer quem os produz e respeitá-los, quero receber a cesta do produtor em casa, quero minimizar os desperdícios de alimento, quero alimentos BONS, LIMPOS E JUSTOS!!!

domingo, fevereiro 27, 2011

Tornar o estranho, familiar... tornar o familiar, estranho

Faz um tempo que queria postar isso, mas outros pensamentos vieram pelo caminho.
Vou tomar emprestada uma brincadeira que a Neide Rigo faz no blog dela (COME-SE):
O que é? O que é? (mas não vou esperar até segunda para responder e, uma dica, não é necessariamente comida)





Se você pensou: "Ah, deve ser um osso", acertou. Sabe do quê?! Nada mais, nada menos do que o de uma baleia. Ele foi encontrado por pescadores do litoral sul. Não sei bem ao certo como apareceu lá no sítio e isso faz, no mínimo, uns dez anos. Eu ainda era uma criança... e imaginação de criança vai longe, achava que fazia parte da cabeça da baleia. Ok. E esse tempo todo essa informação ficou lá guardada.
Anos se passaram, entrei na faculdade e passei a cursar uma "disciplina" chamada Trabalho em Saúde e uma das primeiras coisas discutidas nesta é que devemos tentar nos despir de pré conceitos e enxergar os detalhes das coisas com um outro olhar. Às vezes eu fazia isso, mesmo antes dessas aulas, me pegava chegando em casa à noite, depois da escola, e percebia minha rua, aquela que eu sempre morei e passei incontáveis vezes, prestava realmente atenção nas casas, me perguntava por que os portões são desse ou daquele jeito, o que as pessoas estariam fazendo, chegava em frente à minha casa e prestava atenção na árvore Chapéu-de-Sol que minha avó plantou há mais de 20 anos na calçada e pensava: "ninguém tem uma árvore exatamente igual a essa", olhava os detalhes do tronco, das folhas penduradas nos galhos, as folhas caídas, os líquens, enfim...
E o que isso tudo tem a ver com o osso?!
Bom, na faculdade comecei a ter aulas de anatomia, também. E o primeiro sistema estudado foi o aparelho locomotor (esqueleto e músculos) e isso inclui, óbvio, a coluna vertebral... formada por, claro, vértebras. Guarde essa informação.
Voltei ao sítio para passar o ano novo após quatro anos e meio sem ir pra lá. Fui até a varanda e sentei-me ao lado do osso para avançar nas páginas do livro "Admirável Mundo Novo", do Aldous Huxley. De repente, como Arquimedes ao descobrir a teoria do empuxo, gritei para mim mesma "EUREKA!!!!". Foi uma descoberta silenciosa, comecei a rir sozinha... Após sei lá quantos muitos anos finalmente descobri que parte da baleia pertencia aquele osso!!!! Depois de tantas aulas de anatomia era claro que aquilo se tratava de uma vértebra, uma vértebra de pelo menos 5 quilos, mas ainda sim... perceba o processso espinhoso, os processos transversos e o forame vertebral (por onde passa a medula espinal).


 Uau! Agora nem sei mais se tornei o estranho, familiar porque descobri que o osso que já conhecia de longa data era a vértebra da baleia ou se tornei o familiar, estranho porque aquele osso que eu pensava pertencer a outra parte do animal, era uma vértebra.
Olha só como coisas que achamos que conhecemos ainda podem nos trazer coisas novas... e eu posso me surpreender também se um dia eu descobrir que não é uma vértebra de baleia, mas sim de um dinossauro, talvez.

terça-feira, fevereiro 15, 2011

Written words

The strange night came
bringing strange uncontrollable feelings
Was free like a butterfly
Still trapped in a cocoon

Flew to the sky
or heaven...
and had to get back
With sunrise

Heavy as a leaf
Wrote words everyday
To deal with marvel
Inebriation

In paper,
the question is solved
Only in life it isn't
Should follow the left or right wind?


Sia - Breath me (não, eu não estou dançando)

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

Strange(r) to me

My friend, you are strange(r) to me
Sometimes you're kind
Other times you just slide
Away

My mind is kind of open
You can see
But the more I try to get closer
The more your brain is closed to me

You like to listen
Not as much you like to be listened
Sometimes my words seem to passs by
And you don't even notice

This time you answer, please:
What kind of confused friends are we?

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

Aniversário - meus cabelos são (quase) os mesmos...


Pode parecer meio clichê, mas eu não sei o que aconteceu depois dos meus 15 anos, tudo pareceu voar... parece que foi antes de ontem que entrei no ensino médio, ontem que passei na faculdade e, olha só, já vou pro terceiro ano! TERCEIRO ANO!!!! Vem vindo mais uma leva de bixos e bixetes aí... e ainda parece que eu acabei de pisar na universidade... faz SEIS anos que eu estava nos quinze. Mas posso dizer que vivi, ao meu jeito, cada dia.
Esse ano a comemoração será diferente: longe da família biológica (ainda bem que tenho a família Amigos!), e também cada dia que foi se aproximando do meu aniversário, hoje, revelou-me surpresas: amigos antigos ressurgiram, vieram falar comigo! O mais legal: fazem aniversário próximo também! (É muito engraçado como me dou bem com pessoas que fazem aniversário em janeiro e fevereiro... coisas místicas que não posso -e nem sei se alguém é capaz de- explicar).

Até esse aniverário aprendi na prática que é preciso aproveitar cada momento bom, tirar proveito dos momentos ruins, deixar-se surpreender, mesmo com coisas que achamos que já são, há muito, conhecidas nossas... tornar estranho o conhecido e redescobri-lo por uma outra perspectiva. É incrível!
Nem toda chuva é igual, muito menos os pores-do-sol.

Retrospectiva capilar e oftálmica: cabelos antes muito compridos, hoje mais curtos (embora não dê pra perceber pelas fotos editadas). Também sou mais míope. Mas gosto de usar óculos; disseram que me deixa "Interessante".

... pelo menos ainda não me apareceram os cabelos brancos

domingo, janeiro 23, 2011

TRADUZIR-SE - FERREIRA GULLAR

Ficha técnica:
 Fotógrafa: eu
Pessoa na foto: Fê Ramos e seu reflexo
Local: Santos, entre 18h30 e 20h


Esse poema foi-me apresentado quando eu tinha 8 anos. Lembro como se fosse ontem. Aula de Artes Plásticas, segunda série, um professor com jeito afetado entra na sala, era substituto, pois nossa professora havia faltado aquele dia. Distribuiu folhas de sulfite, pregou um desenho na lousa, parecido com este aqui embaixo, e disse: Copiem (ou algo assim).

 

E depois, se não me falha a memória, ele ditou Traduzir-se para escrevermos atrás de nossos cálices. Todo mundo fez cara de coxinha, né. Então, ele perguntou o que achávamos que era o desenho, surgiram respostas como: castiçal! cálice!
Só então ele revelou o segredo: olhem de novo, são dois rostos.
Ahh, sim... Ele até tentou explicar e relação poema-desenho, mas acho que ele não estava acostumado a lidar com pessoas de oito anos...
Mas nunca esqueci desse poema, nem do desenho. Sempre ficaram guardados na minha memória (e meu desenho está em alguma pasta, em algum armário daqui de casa, ficou booonniiiiitttoooo =S -hoje, desenho bem melhor... graças ao meu professor de artes do ensino médio, simplesmente um gênio, me ensinou os segredos dos lápis 2B, 4B e 6B). Quando tinha quinze anos, reencontrei-me de novo com Traduzir-se após uma aula de Formação de Repertório e Leituras da Contemporaneidade, na qual meu professor especialista em Guimarães Rosa falava sobre o poema de Manuel Bandeira, Teresa, na qual o eu-lírico, na primeira parte, passa pela fase da renegação do amor. Mas, na terceira vez que vê Teresa, admite que é louco por ela. Nessa aula, com a explicação do contexto e interpretação de Teresa, fiz uma relação linda na minha cabeça com Traduzir-se, tanto que na aula seguinte o professor retomou o assunto e fez a mesma coisa... pena que naquela época eu não tinha tanto costume de anotar minhas ideias e esqueci a relação perfeita e a sensação de EUREKA! da semana anterior... e não lembro até hoje... 
Contudo, o conflito interno é presente nos dois poemas... eu realmente não vou fazer essa análise agora, é muito complexa.
Bom, deixo a tarefa pra vocês também!
P.S.: acabei de encontrar o desenho da 2ª série (1998) E as anotações da aula Teresa/Traduzir-se (2005).




quarta-feira, janeiro 19, 2011

Coisas que (acho que) aprendi sobre amar/amor...

Gostaria de não fazer um texto clichê aqui; muitos autores escrevem sobre o amor com maestria, fazendo parecer uma coisa fácil (tanto escrever quanto amar).
Escrever, com algum talento e muito treino, se chega lá. Agora, amar... amar e amor são aprendizado diário e somos sempre surpreendidos. Pra mim existem muitas formas de: algumas se complementam, outras são simplesmente diferentes. Pode-se amar muitas pessoas, de diversas maneiras ao mesmo tempo que se ama uma só de muitas formas.

Quando a leveza do conforto bate à sua porta, de repente o tempo muda e o sofrimento do coração apertado entra como um vendaval em sua vida. Sofrimento gostoso... é o querer morrer para acabar com o estrangulamento. Mas, espera... só mais um pouquinho, assim sinto que estou vivo. E o estrangulamento faz parte de você a vai afrouxando, afrouxando... descobriu-se uma nova forma de amar (se não é correspondida, aí sim se quer morrer de vez pra poder nascer de novo). #pausa para a música de fossa aqui:  (I can't seem to )make you mine - The Clientele#
Sentimento de solidão... ficar quieto apenas sentindo... a dor e o calor... o frio... o calafrio... pensando consigo mesmo: "por quê?! por quê?!?! tinha que ser comigo?! esse danado do amor... me pegou de jeito justo quando eu não queria, ou achava que não...".
O amor é bipolar. Num minuto, se ri sem razão aparente, no minuto seguinte a alegria desvanesce e dá lugar ao pranto, também sem motivo aparente, é a tristeza pela tristeza ou de estar longe, de se sentir minúsculo, de ter tanto amor para dividir que sente o coração pequeno demais (lembra do tal estrangulamento?).
É uma coisa complicada... coisas loucas são feitas por amor, mas são consideradas loucas, pois são vistas por outros olhos.
Para amar, é preciso estar aberto a se sentir inquieto o dia todo, a se magoar vez ou outra, viver isso com a intensidade merecida e aprender a se levantar e viver tudo do começo se for preciso, ainda que seja com a mesma pessoa. #outra música: Popular Mechanics for lovers - Beulah#
Puxa... que difícil, que desafio bom.


Pôr-do-sol 17/01/2011
Um lado claro, um lado escuro

sábado, janeiro 15, 2011

Torta de Framboesa - Voltando ao sítio

No sítio, tanto me pediram que eu fiz a torta de framboesa. Não sem ajuda, claro. Uma tia fez a geleia, a outra tia foi lá e estra... digo, colocou mais açucar (mas mais açúcar mesmo!) pra apurar o doce (eu prefiro a geleia mais azedinha, menos enjoativo).
Eu fiz a massa e vovó me auxiliou pra fazer o creme branco. Meu tio ficou enchendo minha paciência dizendo que quem tinha feito tudo havia sido minha avó: "Essa Ana Maria Braga aí sem a Maria não é de nada, hein" (pra quem não entendeu, eu era a Ana Maria e minha avó a auxiliar Maria, heheh).
Para fazer o primeiro creme, receita tradicional + conhecimentos da técnica dietética, para o segundo creme (porque faltou e tivemos que fazer mais) receita tradicional + experiência (pra quê técnica dietética... mas que o amido demorou mais pra gelatinizar, ah, demorou... eu que sei, viu... fiquei mexendo a panela... ihh, desempelotar tudo também foi lindo!).



Experimente fazer!

Torta Fácil de Framboesa

Você vai precisar de:
duas tias, uma avó (não, galera, brincadeirinha...)

Para a geleia:
Framboesas (a medida de uma caixinha de morango, mais ou menos... 2 xic de chá, vai...)
Açúcar (quantidade pra virar quase geleia... 2 a 3 xíc. de chá)
Cuidado pra não deixar em ponto de bala!!!!

Modo de preparo: Lave as framboesas (antes, lave as mãos, ainda mais se outras pessoas forem comer a torta), coloque-as na panela em fogo baixo. Acrescente o açúcar após as frutas se desmancharem e perderrem um pouco da água livre delas (hummmm, ciência dos alimentos).

Creme branco
leite integral fluido 250 ml
gema 1 und (guarde a clara pra fazer um omelete só de claras em neve)
farinha de trigo 2 colheres de sopa bem cheias
Leite condensado 1/2 lata

Modo de preparo (com a técnica dietética): com o leite ainda frio, acrescente a farinha de trigo e mexa um pouco para desfazer os grumos, leve ao fogo baixo e mexa até perceber a mistura ficar mais consistente. Então, acrescente o leite condensado e a gema. (Por que não colocar o leite condensado antes?! Porque tem muito açúcar, e em excesso este ingrediente atrapalha a gelatinização do amido). Ah, cuidado para não deixar empelotar; se acontecer, mexa vigorosamente!

Modo de preparo da voz da experiência: misture tudo, coloque no fogo e mexa... mexa... dá certo também, mas demora um pouquinho mais...

Massa
Farinha de Trigo 2 xíc. chá
Leite 3/4 da xícara de chá
Manteiga 1 colher de Sopa bem cheia
Açúcar 1 xícara de chá
Sal 1 pitada
Fermento químico 1 colher de sopa

Modo de preparo: misture todos os ingredientes com as pontas dos dedos até que fique homogênea (NÃO SOVE!). Depois, abra a massa cobrindo a forma; deixe-a bem fina. Coloque para assar (demora uns 10 min, dependendo do forno).
Depois é só montar o recheio. Dentro da caminha (ou cestinha ou "chame-do-que-você-quiser") coloque o creme branco, geleia, creme branco, geleia, (ou só uma camada de cada mesmo) e enfeite se quiser...

Deixe na geladeira por 1h aprox., coberta por plástico firme.

E depois é só aproveitar^.^. Olha só que ironia do destino... eu nem experimentei a minha torta como um todo... sniff... só experimentei o creme quando ficou pronto e a geleia... mas a galera que tava com lombriga de torta falou qua tava "bão". Eu acredito! hehe

sexta-feira, janeiro 14, 2011

Digressão 2- Anoitecer colorido

Estava eu aqui me preparando pra estudar, lendo alguns resumos de artigos sobre carnes, bactérias, etc... quando reparei que a chuva havia parado e havia um restinho de sol. Quando olhei pela janela, me deparei com um arco-íris! Nossa, desde que vim pra cá já tirei foto de uns três arco-íris da minha janela. Estou fazendo coleção, como o Luís da Câmara Cascudo fazia de crepúsculos (tem até uma peça inspirada nele chamada O Colecionador de Crepúsculos; chorei muito de emoção quando eu assisti).


Tá meio clarinho, mas acho que dá pra ver...

Então, sentei de novo de frente pra janela pra continuar a ler e fazer as coisas no computador, descarregar a foto do arco-íris e tudo o mais. Mas, de repente pensei "Nossa, o pôr-do-sol deve estar muito bonito lá fora."
Peguei minha câmera, saí correndo, parei em frente a praia e consegui tirar fotos muito bonitas. O sol não estava mais aparecendo, mas seus raios coloridos refletindo nas nuvens, sim.
Parece até um quadro

Fotos tiradas às 20h e alguma coisa de hoje

Voltei pra casa até mais inspirada pra estudar!


quinta-feira, janeiro 13, 2011

(digressão) Lista de presentes

Falta menos de um mês pro meu aniversárioe percebi uma coisa que me incomodou. Uma dessas livrarias me mandou um email dizendo que eles facilitam muito a nossa vida permitindo que façamos nossa lista de presentes para que possamos dividi-la com nossos amigos, fazendo o favo de dizer-lhes o que queremos.
Por que me incomodou?! Porque, primeiro: quando você envia uma lista dessas, meio que se torna uma obrigação lhe presentearem; segundo: dar o presente vira algo banal, a pessoa que dá não pensa na carga de significados que o tal presente terá, tanto pra quem dá quanto pra quem recebe (já disse isso aqui).
Eu sinto que não há mais aquela preocupação em descobrir do que a pessoa gosta, o que combina com ela, desvendar esse mistério... não dá mais aquele frio na barriga de ansiedade esperando pra ver a cara da pessoa abrindo o presente e se ela gostou ou não. E, com essas listas, meio que se espera o que vai ganhar, quem está fazendo aniversário não se deixa surpreender...
Eu achei muito engraçado quando um amigo meu, alguns meses atrás, me perguntou o que eu queria ganhar de aniversário. Eu disse: "mas tá muito longe ainda!". Ele: "mas eu não sei o que te dar!". Eu disse: "ué, pensa no que combina comigo, no meu jeito". Não dei nenhuma dica, caramba! Amizade de quase 8 anos!
Eu não ligo pro quanto custou (ou se foi manufaturado ;-D ou inventado- como uma dança ou música), o que importa é o carinho, a mensagem que a pessoa quis transmitir com o gesto. 
A gente perde a noção, eu acho, ficamos pensando muito no material (não que não precisemos de tecnologia, roupas, livros -adoro comprar, ganhar, porém tem uma fila imensa de livros pra eu ler... será que consigo até 2012?!- etc, só é preciso tomar cuidado e analisar se certas coisas são realmente úteis e essenciais - p. ex. eu acho tablets inúteis, são inúteis pra mim, não se encaixam no meu cotidiano... se é útil pra vc, ótimo...) "o que eu vou ganhar de aniversário?!" Eu posso ganhar muitas coisas não materiais, só preciso de sensibilidade pra perceber...
Os meus presentes de hoje foram o Sol, a chuva e o vento

E de presente pra vcs:


Bottle from Kirsten Lepore on Vimeo.

Fonte:http://smellycat.com.br/2011/01/04/bottle/

segunda-feira, janeiro 10, 2011

Brincos vermelhos

Observo seus frutos pendurados
Delicados
Jóias naturais

Cheios de graça
Brilho de cera
Uma ideia


Não é metal ou pedra que necessite ser lapidada
Mas sim, polpa e semente
Adorno perfeitamente finalizado


PS: o bom é que dá pra comer depois =P. Viva a sustentabilidade!





sábado, janeiro 08, 2011

Framboesas

Framboesas recém colhidas

Oh, seu sabor agridoce
permanece em minha boca
É bom e ruim
Mordo um pedaço, o gosto azedo é soberano
Não consigo parar...
E mais uma e outra...
Até, finalmente, encontrar a doçura
Depois de muito tentar
Então vem aquele gosto azedo
De novo recomeçar



A busca pela framboesa doce: muitas azedas são engolidas primeiro, até se acostumar com esse gosto e não ser mais tão ruim assim; também aprende-se a apreciá-lo, é quase como um vício. Mas quando a framboesa doce é encontrada, a satisfação é ímpar. 
Se as azedas não lhe agradam assim, aprenda a fazer suco com elas... 

quinta-feira, janeiro 06, 2011

Dias de Sítio (parodiando Dias de Sótão =D)

Os próximos posts serão dedicados aos meus dias bucólicos.

Abóboras

Este primeiro será dedicado às abóboras, mais uma de minhas paixões. Outro nome para o meu blog poderia ser "A Abóbora de Halloween" porque desde que eu vi O Estranho Mundo de Jack e ganhei (depois de muito encher a paciência de minha mami), aos 10 anos, uma abóbora de pelúcia com braços e pernas que agarram,
olha ela aqui, que simpática^.^
 nutro uma paixão por esses frutos da família Cucurbitaceae, pelos diferentes tipos, formatos, cores, sabores e versatilidade.
Algumas podem ser consumidas picadinhas refogadas (como a abobrinha paulista); outras no feijão, a moranga serve para o camarão e muitas são boas para fazer doce, tanto aquele com coco como aquele em pedaços, no qual é preciso jogar cal (cal mesmo, CaO, para que o pH fique mais alcalino) e deixar na panela de pressão por um dia inteiro, então o doce fica com aqueles pedaços crocantes por fora e macios por dentro... hummmm
E, no sítio, ao colher framboesas com meu primo, olha só com o que me deparei:

- OLHA!!!!! ... Uma Abóbora!!!!
- Não faz isso, sua louca! Achei que fosse uma cobra!
- Ah, é... e você já ia sair saltitando por aí, haha!
- É...
- Hahahaha!
Alguns dias depois encontrei essa mesma abóbora no chão, caiu naturalmente, já estava madura. Uma gracinha! Então, a peguei e trouxe pra casa. Observe as framboesas amadurecendo em volta. Tudo muito lindo! 

E, olha só que belezinha, muitas abóboras! Veja quantos formatos e cores! A gente não vê isso no supermercado! Não sei quem colheu, mas elas estavam lá para ser apreciadas.

- Ah, faltou uma abóbora na foto... aquela ali em cima da caixa...
- Aquilo é uma melancia =S. Mata-me de vergonha...
- Mas eu não estou de todo errada, as abóboras, melancias e melões são da mesma família!
- Tsk tsk tsk...


Que delícia repousar sobre a grama macia!

Também fiz uma coisa que nunca havia feito: abri uma abóbora... sozinha... uma como essa aí de cima. Foi um tanto quanto desafiador, mas cumpri a tarefa com certa destreza. Depois ela virou doce pelas mãos de minha avó e minha mãe.
Se tiver uma abóbora ao seu dispor, espero que já saiba o que fazer...

domingo, dezembro 26, 2010

Thought of you

Encontrei um blog por acaso, é sobre animações: SmellyCat.com.br
É engraçado como as coisas acontecem de modo a se encaixarem perfeitamente na vida... porque ao visitar esse site encontrei o nome de um filme de animação francesa que assisti em 2005 ou 2006 no colégio, estava buscando na memória e em outros lugares (site do Anima Mundi, p. ex.) o título, porém sem sucesso; apenas lembrava uma parte da história e das cenas, mas agora sei que o filme chama-se "As bicicletas de Belleville".
E então me deparei com o vídeo abaixo. Mistura de dança contemporânea com animação: incrível! Fiquei... não dá pra descrever...
Impressionante como é possível expressar sentimentos na dança de uma forma única e completa, não é preciso dizer mais nada, está tudo ali, flutuando entre os corpos. É quase possível pegar o ar...

O idealizador do projeto, Ryan J Woodward, queria que, ao assistirem seu vídeo, as pessoas pensassem nos relacionamentos nos quais estão envolvidas...



Thought of You from Ryan J Woodward on Vimeo.

A música é do The Weepies - The World Spins Madly On

... confira o Making of de Thought of you:


Thought of You - Behind the Scenes Preview - ROUGH CUT from Cambell Christensen on Vimeo.


Fonte: http://smellycat.com.br/2010/12/21/leveza-e-sensacao-em-thought-of-you/comment-page-1/#comment-11404

quinta-feira, dezembro 23, 2010

Fazer Presentes II - Amigo Secreto!


 Quem não tem amigos, não tem nada... um post em homenagem ao meu grupo/família

Outra coisa que contribuiu para o fechamento do ano ser perfeito foi o amigo secreto que meu grupo da aula prática de nutrição organizou. Somos em cinco pessoas e combinamos que o presente teria que ser feito por nós mesmos.
Tivemos uma semana pra fazer tudo e trocamos os presentes num jantar em que cada um fez uma preparação: eu fiz meu suflê de queijo com a ajuda da Fê, a Isa fez um doce maravilhoso com chocolate, creme e muito amor e carinho, a Rolha contribuiu com a salada, o vinho, o suco de melancia a cerveja e a casa e, por último, mas não menos importante, o Luiz contribuiu com o pão que ele mesmo fez!!! Nossa, que pão maravilhoso!!! De comer ajoelhado. Se fosse no programa da Ana Maria, eu teria levado pra debaixo da mesa e ficado por lá mesmo!!! Acho que foi um dos melhores pães, senão O melhor, que já comi na vida!!!
Agora, vamos aos presentes:
Antes de começar a troca de presentes eu quis deixar claro que agora somos muito mais que um grupo, somos uma família! E conquistamos essa intimidade e esse afeto ao longo desse ano. Uma pessoa foi a "cola", a gelatinização do amido fundamental para aglutinar as outras quatro pessoas: Rolha.
(De 2009 para 2010 o grupo havia passado por uns perrengues, algumas discussões, mas sempre fizemos o possível para nos tratarmos com sinceridade. Com a chegada da Rolha no grupo, nos permitimos redescobrir o melhor de cada um e deixar a amizade rolar; as aulas práticas e a vida ficaram muito mais divertidas!).
E presenteei cada um do grupo com a nossa foto e atrás de cada uma escrevi uma mensagem especial.
E a brincadeira começou: Isa tirou o Luiz que ganhou uma foto do grupo (um pouco diferente) e um bolo delicioso que ele dividiu com o grupo no final hummmmm.
Luiz tirou a Isa e a presenteou com um pano de prato pintado a mão por sua mãe (tudo bem, ele já havia presenteado o grupo inteiro com o pão!!!!)
Daí a Rolha me tirou!!! E o presente que ela fez é maravilhoso!!!! Nenhuma palavra descreve tão bem a emoção, a felicidade que senti quando ela me entregou!

Ela fez um mural de fotos pra mim!!! Eu queria um há muito tempo!!! Nossa, o valor que este tem pra mim nenhum dinheiro jamais pagará!!!!
Na frente, mural.

Atrás, cartão!

Eu tirei a Fê e customizei um cardeninho de anotações pra ela:


E a Fê tirou a Rolha e a presenteou com uma sacola retornável de algodão cru customizada com fitas de cetim e flores coloridas feitas de feltro. 
O que foi mais legal de toda essa experiência é que eu tenho certeza que cada um deu o melhor de si, depositou toda atenção, canalizou todas as boas energias e os melhores sentimentos para agradar seus bons amigos!
Foi uma noite inesquecível !!!
Então, aproveitando o espírito de Natal, no fim das contas o que importa é o valor sentimental que aquele presente tem e não o seu preço.
Desejo um Feliz Natal cheio de união, família e amor!




Música para os meus ouvidos...

Esse final de ano está sendo maravilhoso! Fiz várias coisas diferentes e estou aprendendo a aproveitar o que tem de melhor na cidade onde passo a maior parte do tempo na semana!
No último domingo (19/12), a OSESP no seu programa itinerante se apresentou em Santos, no Canal 3. Cheguei com minha amiga duas horas antes e pegamos um lugar ótimo! Na frente! (Essa foto não é de minha autoria porque eu estava bem mais na frente mesmo, porém não levei câmera...)
Apesar de não ter registrado o momento com a minha máquina fotográfica, guardei com muito carinho na memória.
No instante em que os músicos começaram a tocar seguindo os gestos do maestro, fiquei arrepiada! Deu vontade de levantar da cadeira e sair dançando um ballet clássico por lá mesmo! Cada nota despertava uma emoção e iniciei uma história de amor em minha cabeça ao som da Rapsódia.
A sinfonia me fez querer voltar a calçar as sapatilhas de ponta e flutuar por aí.
O Choros parecia interminável e tive várias sensações diferentes em cada pedaço da música que se desenrolava.
De vez em quando eu me pegava de olhos fechados, apenas deixando a música entrar e tomar conta de mim, me elevar...
Foi tudo muito lindo! E os músicos tinham nas faces a expressão de alegria e a satisfação de missão cumprida!
E o diretor da orquestra, quando subiu ao palco para dar as boas-vindas ao público disse: "Temos que agradecer ao céu, ao sol e ao mar". De fato, após vários dias de chuva e céu nublado, estava um dia espetacular, quente, mas muito bonito!
Foi perfeito!
O repertório completo foi este:
Espanha – Rapsódia para Orquestra" (Emmanuel Chabrier); "Sinfonia nº 2" (Sergei Rachmaninov); "Choros nº 6" (Heitor Villa-Lobos) e "La Valse" (Maurice Ravel) e ao final os espectadores tiveram a surpresa de ouvir um bis com "Pé de Vento" (Edu Lobo).

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E ontem, no SESC Santos, fui ao show da Maria Rita. Fiquei na primeira fileira, logo atrás da grade, muito perto dela! Ela é linda! Nasceu pra ser o que é! E o repertório de ontem foi maravilhoso! E ela disse que aquele era um show bem íntimo, "só nosso" e as músicas escolhidas eram aquelas que ela tinha muita vontade de cantar, precisava cantar, algumas de outros artistas que ela queria ter encaixado em outros shows.
O show durou umas duas horas e foi um momento muito gostoso!



"Quando a gente ama brilha mais que o sol
É muita luz
É emoção
O amor
Quando a gente ama é o clarão do luar
Que vem abençoar o nosso amor" - O que é o amor (agora dançar gafieira pra mim ao som dessa música terá outro significado depois de vê-la cantando ao vivo!)

"Eh, eh, ele não é de nada, oh iá
Essa cara amarrada é só um jeito de viver na pior" - Cara valente

"Nem toda feiticeira é corcunda,
Nem toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho que muito homem" - Pagu

 

quarta-feira, dezembro 22, 2010

Irish Dance X Tap dance, eis a questão...



Se me perguntarem qual dos dois eu prefiro, direi: Os dois.
Não é possível escolher! Cada um tem suas peculiaridades e desperta um sentimento diferente em mim.
O próprio sapateado americano é derivado do irlandês com toques africanos e indígenas.
Na Irlanda, o sapateado surgiu enquanto as famílias descansavam entre um trabalho e outro nas fábricas, elas dançavam para se distrair.
Nos Estados Unidos, era dançado nos guetos.
São duas culturas diferentes que podem se combinar ou não e devem ser respeitadas. O vídeo traz essa mensagem: não existe melhor ou pior, apenas diferente.
Divirtam-se com o vídeo! Melhor são as legendas em alguma língua oriental hhehehe.
Até breve!








quinta-feira, dezembro 09, 2010

What's wrong with our food system? - Part 2

Eu li um livro uma vez e recomendo: Em defesa da comida - Um Manifesto, do Michael Pollan, um jornalista californiano com umas ideias bem peculiares.

Nesse livro você encontrará esses doze mandamentos:
1 - Não coma nada que sua avó não reconheceria como comida;
2- Evite comidas contendo ingredientes cujos nomes você não possa pronunciar;
3- não coma nada que não possa um dia apodrecer;
4- evite produtos alimentícios que aleguem vantagens para sua saúde;
5- Dispense os corredores centrais dos supermercados e prefira comprar nas prateleiras periféricas;
6- Melhor ainda: compre comida em outros lugares, como feiras livres ou mercadinhos hortifrútis;
7- pague mais, coma menos;
8- coma uma variedade maior de alimentos;
9- prefira produtos provenientes de animais que pastam;
10- Cozinhe e, se puder, plante alguns itens do seu cardápio;
11- prepare suas refeições e coma apenas à mesa;
12- Coma com ponderação, acompanhado, quando possível, e sempre com prazer [esse último, diz tudo, na minha opinião].

Tá, muito bonitas todas essas dicas, concordo com a maioria delas, faço só um adendo ao comentário dos animais que pastam que também é um complemento ao mandamento 8: varie suas fontes proteicas, peixe, frango, cogumelos, queijo, soja e outras leguminosas, ovos, carne bovina, suína, entre outras, assim pode ser que um dia a superprodução de carne bovina, que arrasa com toda a cadeia produtiva (desmatamento para colocar pastos no lugar, empobrecimento do solo -isso acontece com a superprodução de soja também-, etc), diminua. E não sou simpática em relação ao consumo de animais de caça, por causa do risco de extinção. Essa prática não é realizada com tanta consciência assim... ou consciência nenhuma...
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Mas, após ler todos esse mandamentos, super legais de seguir no dia-a-dia... mas dá aquela vontade de comer um Fast Food... e agora?! O que você faz?! Pratica suicídio?! Entra em depressão?!
NÃO!!!
SEJA FELIZ! "Dois hamburgueres, alface, queijo, molho especial, cebola e picles no pão com gergelim" de vez em quando (DE VEZ EM QUANDO) não faz mal a ninguém! Faz bem pra alma!!! Às vezes, precisamos de uma comfort food depois de um dia daqueles. Apenas gostaria de chamar atenção para o gasto que essas redes grandes de Fast Foods tem com embalagens descartáveis, muito plástico, caixinhas, saquinhos, papéizinhos. Deveria haver uma alternativa mais sustentável. Por isso também defendo...
...que esse lanches e doces possam ser caseiros, pois há menos gasto de embalagens, ou seja, menos montanha de lixo. Além do que, aquele hamburguer da mamãe e o doce de compota ou bolo de fubá da vovó têm muito mais sabor e a gente sabe da onde veio. E as quantidades de conservantes derivados do petróleo e outras substâncias químicas do mal são menores.

Então, o que quero deixar é: você pode sim comer aquele bolo cheio de coberturas e recheios, aquela pururuca, desde que se saiba da onde veio e o processo de elaboração do prato seja o mais próximo possível de você (origem dos ingredientes, processo produtivo, etc). Pois, uma coisa que já me disseram e eu concordo é: vivemos numa sociedade que NÃO sabe lidar com a comida! Ou as pessoas exageram se alimentando de coisas que parecem comida, mas são mera imitação barata, ou têm tanto medo de se alimentar pois pensam apenas no tanto de calorias e benefícios para a saúde que aquele alimento irá trazer, esquecendo da carga cultural, história do prato e a carga individual de significados e símbolos carregada por aquela preparação.
Comer é muito bom, contudo temos que cuidar para fazer as escolhas certas nos momentos certos.

Nota: Enquanto elaborava esse post, vi que saiu agora nas bancas a edição verde da Superinteressante e fala sobre como nosso sistema de alimentação está se tornando insustentável para o planeta. Acho que vale a pena dar uma lida...

segunda-feira, dezembro 06, 2010

What's wrong with our food system?!?!



Nesse vídeo, esse garotinho fala da importância de sempre escolhermos alimentos de produtores locais e orgânicos. Ótimo, estou total de acordo.
Mas aqui eu faço uma ressalva: no Brasil alimentos orgânicos são mais caros (e grande parte da população não conseguem ter acesso a esses alimentos, embora estes sejam de melhor qualidade) e mal conhecemos nossos vizinhos, quem dirá os produtores locais... falta incentivo para essas práticas. Ainda estamos presos à produção em massa na agricultura, com uso excessivo de defensivos químicos... é uma pena. Além disso, mal conhecemos as frutas e hortaliças originalmente brasileiras e... espanto! Geralmente são mais caras, pois são produzidas em pequena escala (e quem sabe, de forma orgânica).
Outro problema: não respeitamos a época das coisas!!!! Como assim, tem laranja e tomate o ano inteiro!?!?!?!? Existe época para as coisas! Já ouviu falar em sazonalidade?!
Precisamos aprender a viver sem tomates, bananas, batatas e laranjas em determinadas épocas do ano, trabalhar com opções, variar mais a alimentação, adaptar!!!! E conhecer alimentos nativos do Brasil.
Apesar de todas essas questões, sou otimista. Com pequenos gestos, acredito que possamos melhorar nossa alimentação e respeitar o meio ambiente. Como já disse num post anterior, tenho vontade de plantar temperinhos (eu moro num micro apê, hein! É possível! É só acreditar!). Acho bom comer o que a gente mesmo produziu... evita maiores desperdícios, menos agrotóxicos para nosso fígado metabolizar, é econômico... e essas práticas são, de certa forma, terapêuticas.
Voltando ao fato de produtos orgânicos serem, muitas vezes, mais caros, tudo bem não dar pra comprar sempre... mas quem sabe às vezes?!
Talvez se nos juntarmos com nossos vizinhos e pensarmo em fazer uma compra orgânica de forma coletiva (estilo "atacado"), quem sabe não sai mais barato?! São opções, lembra que temos que aprender a trabalhar com elas? Só estou especulando... 
A mesma coisa digo em relação aos alimentos integrais: quem sabe às vezes misturar um pouco do arroz integral ao arroz normal? Um pouco de açúcar mascavo ao refinado ou cristal?
Dessa forma, vamos aos poucos contornando as adversidades e encontrando o melhor caminho para uma alimentação mais saudável e, vale dizer, mai sustentável. E se colocarmos na balança, no final das contas, é preferível gastar mais com comida de qualidade do que com remédios daqui a alguns anos...

Mas, calma, também não sou contra um porcarito de vez em quando! Aguarde o próximo post!

domingo, dezembro 05, 2010

Dançar é bom e eu gosto!!!

(a frase título do post está escrita em uma faixa de cabelo que eu usava para envolver meu coque quando ia para as aulas de ballet)
A Bailarina

Um, dois três e quatro
Dobro a perna e dou um salto
Viro e me viro ao revés
e se eu cair conto até dez

Depois essa lenga-lenga
toda recomeça
puxa-vida, ora essa
vivo na ponta dos pés
(...)
http://www.vagalume.com.br/lucinha-lins/a-bailarina.html#ixzz17F0mloSh
 
Ahhh, dançar... não podemos voar... mas podemos saltar...
Mover cada centímetro do corpo com movimentos rápidos, lentos, altos, baixos, saltitantes, pontuais, torcidos, uma infinidade... quando acho que já fiz de tudo, descubro o pouco de movimentos que já descobri...
Além de comer e andar de bicicleta, dançar é outra coisa que está na minha prateleira do que eu amo fazer.
Não vou mentir, às vezes é bem estressante... bailarina sofre. A gente se machuca... fica sensível, começa a chorar no meio do ensaio... ainda mais quando erra aquilo que vem treinando meses a fio pra chegar próximo à perfeição (digo próximo, pois nada é 100% perfeito, mas o que seria da vida sem os defeitos? Acho que seria bem chata... pois todos seriam a mesma coisa e não seria possível as pessoas se completarem nas suas qualidades...).
Quando eu estou triste, nervosa, angustiada ou o dia foi simplesmente uma droga, eu faço o possível para descarregar tudo nos sapateados... bater os pés no chão com força e vontade. Cada gota de suor que escorre pelo meu rosto  dá sensação de trabalho bem feito. Naquele momento, SOU eu, sinto-me viva.
A mesma coisa valia para o ballet... depois de muito tempo praticando, quase doze anos, aprendi a dançar com o coração. Para me divertir.
Hoje no ensaio, ouvi isso: a dança está acompanhada da alegria. O que me fez pensar: realmente, dançar me faz muito feliz!
Um dia, estava assistindo ao 15 minutos com o Marcelo Adnet, o tema era dança, tudo bem, era pra tirar um sarro, mas no final ele disse: "A dança aproxima/ a dança afasta". A dança aproxima, pois ao fazer coreografias em grupo devemos resgatar a coletividade, ter espírito de equipe, aquele "EU PRECISO DE VOCÊ" para que as coisas deem certo, respeitar o espaço do outro... é como viver em sociedade, não somos uma ilha.
A dança pode afastar os sentimentos ruins: a dor de um amor perdido, incertezas... não é que esses sentimentos vão simplesmente sumir, mas ao dançar eu sinto que é possível canalizar esse turbilhão de emoções e organizá-lo melhor.
Uma das minhas maiores alegrias desse ano foi competir dançando, e ainda com algo que eu havia começado a praticar apenas quatro meses antes: Sapateado Irlandês.
Desde os 10 anos eu sou apaixonada por essa modalidade, queria ter visto Lord of the Dance quando eles vieram pro Brasil, mas não deu ...$$... e desde então eu vinha procurando um lugar onde eu pudesse ter aulas e, dez anos de procura depois, encontrei!!!
Comecei com o adulto iniciante, mas acredito que mostrei um bom serviço e fui colocada para treinar a coreografia da competição na turma das intermediárias e avançadas. Que satisfação!
E eu ensaiei! Como ensaiei! E às vezes eu me sentia muito mal porque eu demorava um pouco para pegar os passos e as outras meninas fazem isso há uns 10 anos! E elas já sabiam a coreografia (vale dizer, super rápida). Mas eu pensei "eu posso, eu consigo, eu faço" e aprendi tudo em duas semanas, chegando em casa com as pernas bambas e ainda arrumando forças para ensaiar na minha sala. E mais um sonho se realizou pra mim!


sexta-feira, dezembro 03, 2010

Pensamentos de ciclovia


When a friend says bye
The broken heart remains mine
I thought that I was wise
But the broken heart still is mine...
Maybe I'm sensitive enough
and others are not or...
I just think too much

Against all these feelings
The rain is my protection
Washing the biterness of life
Until my sweat gets sweet again

quarta-feira, dezembro 01, 2010

Cara de travesseiro


Sabe quando você acorda com aquela cara de travesseiro?!
Pois é, ontem foi um dia desses... (ah, essa coisa florida é meu travesseiro)